ELEIÇÃO NA ITÁLIA

Fausto Longo recebeu mais de oito mil votos

Piracicabano é arquiteto e se apresenta como ítalo-caipira

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
12/03/2018 às 10:03.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:19

Fausto Longo concorreu a uma das quatro vagas para a Câmara dos Deputados (Del Rodrigues)

Segunda-feira, 12 de março de 2018 Os resultados preliminares das eleições na Itália indicam que a Câmara de Deputados contará com um representante de Piracicaba, Fausto Longo, 65 anos de idade, do Partido Democrático. Ele é arquiteto e se apresenta como ítalo-caipira. Na recente legislatura italiana, atuou como senador. Na última sexta-feira (10), ele visitou a Gazeta para agradecer os votos recebidos e anunciar que já iniciou os trabalhos do mandato que SE iniciará após o dia 23 de março, quando ocorrerá a posse dos eleitos. Ele participou de uma reunião com o prefeito Barjas Negri (PSDB), com o objetivo de discutir os setores que podem efetivar parcerias de negócios entre empresas italianas e piracicabanas. "O propósito é aumentar as relações comerciais, com a troca de tecnologia e produtos entre os países, e em Piracicaba", relatou. Outros projetos em que ele atuava como senador, também terão continuidade, como o apoio à Frente Parlamentar de Defesa e Valorização da Produção Nacional de Uvas, Vinhos, Espumantes e Derivados, a defesa da cidadania italiana para brasileiros descendentes, não apenas até os netos de italianos e a defesa dos direitos dos imigrantes. "Defendo a regulamentação dos imigrados, são seres humanos que tiveram de deixar os seus locais de origem e merecem respeito", afirmou. Eleição Fausto recebeu 8.906 votos na América do Sul. Disputou as quatro vagas destinadas pela Itália a essa região do continente para a Câmara de Deputados com 63 candidatos. Quando foi eleito o primeiro senador ítalo-brasileiro, recebeu 30 mil votos e concorreu com 29 candidatos. Para o Senado, são duas vagas e foram eleitos candidatos da Argentina. Outra vaga de deputado foi para o ítalo-brasileiro, Luis Roberto Lorenzato, de Ribeirão Preto (SP). As outras duas cadeiras na Câmara serão ocupadas por argentinos. O mandato é até 2022. "Houve uma grande abstenção nessas eleições, de 75% e, dos votos válidos, cerca de 60% foram para os partidos de extrema direita. Isso nos leva a acreditar que o eleitor com cidadania italiana, no Brasil, transferiu os problemas que acontecem aqui, para a Itália", afirmou. Segundo ele, no Brasil, dos cerca de 390 mil eleitores, 100 mil votaram. Na Argentina, de 750 mil eleitores, 249 mil votaram. "Aqueles que deixam de votar causam o efeito contrário no que acreditam ao protestar e não votar. Isso vale para essa eleição e para a do Brasil também. Quando as pessoas de bem deixam de participar do processo político, há o risco do populista, do não ético avançar", observou. Fausto Longo sugere que as pessoas usem as ferramentas disponíveis, como a internet, para pesquisar o perfil dos candidatos e não acreditar em fake news, notícias falsas, criadas para prejudicar candidatos. "Eu sofri com fake news nessas eleições. Fizeram montagens de fotos minhas ao lado de pessoas que eu nunca estive. O eleitor precisa se informar, estudar e avaliar com clareza os candidatos", ressaltou.

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