ÍTALO-CAIPIRA

Fausto Longo é candidato ao Parlamento italiano

Os votos devem ser enviados ao Consulado, por meio dos Correios

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
17/02/2018 às 23:02.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:24

Fausto Longo, candidato a deputado no Parlamento italiano, esteve na Gazeta (Antonio Trivelin)

Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 Aos 65 anos de idade, Fausto Longo, que costuma se apresentar como um ítalo-caipira, disputa as eleições para deputado no Parlamento Italiano. A Itália é o único país do mundo que elege, fora de seu território, deputados e senadores e recebe votos dos cidadãos com cidadania italiana. Os maiores de 18 anos de idade podem votar nos candidatos a deputado. Já as pessoas que têm mais de 25 anos de idade, podem votar nos candidatos a deputados e senadores. Os votos devem ser enviados ao Consulado, via Correios. Longo esteve na última sexta-feira (16), na Gazeta, e falou sobre sua experiência política no Brasil e na Itália. Ele exerceu mandato de senador na Itália na última legislação. Recebeu na ocasião 29.750 votos. Segundo ele, há 63 candidatos a deputados disputando as eleições deste ano. Para a América do Sul, a Itália destina quatro vagas no parlamento para deputados e duas para senadores. Residem nessa região 60 milhões de descendentes de italianos e desses, 1,890 milhão podem votar nas eleições italianas, conforme Longo. O candidato quer continuar no Parlamento para dar prosseguimento aos projetos que ele já iniciou como senador, quando participou de 900 sessões do Parlamento, participou de 19 mil votações, apresentou 1.580 emendas e teve 600 aprovadas, elaborou e apresentou 15 projetos de lei e teve um aprovado. Além dessas ações, ele articulou alianças entre instituições italianas e brasileiras para o desenvolvimento mútuo das regiões. A mais recente foi uma parceria da cidade da Úmbria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), de cooperação tecnológica que é referência no assunto, no Interior paulista, para troca de conhecimento biomédico. Também foi assinado protocolo de intenções com o governo do Estado de São Paulo, para o desenvolvimento de projetos para os setores do Comércio, Agroalimentar, Energia Renovável e Tecnologia, sobretudo na área da Saúde. “A Itália tem muita tecnologia na área de alimentos e o Brasil é o celeiro que alimentará 1/4 do planeta em 2050. É preciso unir essas duas potenciais para o desenvolvimento mútuo dos dois países em suas áreas vocacionais”, disse. Ele também foi um dos que articulou a queda da emenda proposta pelo senador Claudio Micheloni, que restringia o acesso à cidadania italiana. “Esse é um direito constitucional dos descendentes e não pode ser alterada por motivos de caráter preconceituoso. Também defendo que o processo seja mais transparente nas Prefeituras italianas”, explicou Longo. Ele também foi o autor da medida que passou a vigorar neste ano, que brasileiros tenham a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) expedida no Brasil, válida na Itália. “Isso beneficia cerca de 145 mil pessoas que vivem no Brasil”. 

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