SAÍDA DA CASA

Exoneração de diretora da Câmara é aceita

Um novo diretor interino deverá ser indicado para assumir a função

Adriana Ferezim
27/09/2017 às 09:47.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:52
Kátia Mesquita pediu sua saída da direção da Câmara de Piracicaba (Antonio Trivelin)

Kátia Mesquita pediu sua saída da direção da Câmara de Piracicaba (Antonio Trivelin)

Quarta-feira, 27 de setembro de 2017 A diretora do Departamento Administrativo e Financeiro da Câmara de Vereadores, Kátia Mesquita, entregou o pedido de exoneração do cargo, que é comissionado, na última segunda-feira (25), à Mesa Diretora, alegando que sua decisão foi motivada por questões particulares. Em nota divulgada à imprensa, a Casa informou que aceitou o pedido. Um novo diretor interino deverá ser indicado para assumir a função administrativa nos próximos dias, conforme apurou a Gazeta. Kátia está sendo investigada por uma comissão de sindicância instaurada na Casa de Leis após o Ministério Público solicitar abertura de inquérito criminal que tramita no 1º Distrito Policial, por falsidade ideológica. Também está sob investigação em inquéritos civis no MP. Kátia atuou por 28 anos no serviço público e desde os anos 1990 ocupava cargos de direção na Câmara de Vereadores. Como diretora, exercia cargo de confiança e se manteve a frente do Departamento Administrativo e Financeiro da Casa por diferentes gestões da Mesa Diretora, que muda a cada dois anos. Seu setor é responsável pelos pagamentos dos funcionários, dos serviços, licitações, entre outras atribuições. A nota de esclarecimento da Câmara informa ainda que Kátia alegou motivações particulares e que apresentou sua decisão durante reunião com a Mesa Diretora, após as sessões ordinária e extraordinária da última segunda-feira. O presidente da Câmara de Vereadores, Matheus Erler (PTB), "lamentou a decisão e afirmou que a história de vida de Kátia se confunde com os momentos mais importantes dos últimos anos da política local. Ele agradeceu a sua dedicação, empenho e determinação na construção do Legislativo", diz o documento. A Gazeta solicitou entrevista ao presidente e à ex-diretora, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno deles. Inquérito Mesmo com a saída da diretora, a Câmara dará continuidade à sindicância que foi instaurada na Casa. A investigação criminal ocorre no 1º Distrito Policial. Ela foi instaurada porque o MP, no inquérito civil que investigava a contratação de uma empresa que pertencia a uma funcionária da Câmara, para a realização de serviços de manutenção, apurou que essa empresa teria emitido as notas fiscais pelo serviço realizado por um funcionário de uma empresa terceirizada. Kátia nega que a empresa não teria prestado serviço. No mesmo inquérito é investigado o diretor jurídico, Filipe Vieira, também por falsidade ideológica.

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