Eles ainda não receberam totalmente as verbas rescisórias

Cerca de 90 ex-funcionários da Dedini realizaram protesto em frente à empresa (Mateus Medeiros)
Quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 Ex-funcionários da Dedini Indústria de Base que ainda não receberam totalmente as verbas rescisórias fizeram um novo protesto em frente à unidade mecânica da empresa, nesta terça-feira (17), no bairro Vila Rezende. A produção chegou a ser interrompida no início da tarde. Pela manhã, uma comissão formada por cinco demitidos participou de reunião com representantes da empresa, na matriz, no bairro Cruz Caiada, para negociar um acordo referente aos pagamentos a que os ex-trabalhadores têm direito. “Desde a demissão estamos na luta para receber nossos direitos trabalhistas”, disse Manoel Ferreira Cardoso, da comissão. Ele explicou que a empresa fez um acordo com a maioria dos demitidos para pagar a rescisão de forma parcelada e não cumpriu. “Eu fui demitido há dois anos, recebi apenas três parcelas. Por seis meses não recebi nada. No final do ano, depois de muita reivindicação, foram pagas mais duas parcelas, em novembro e dezembro aos trabalhadores. A empresa também passou a pagar R$ 300,00 por mês para alguns demitidos. Nem sabemos direito do que se trata esses depósitos que estão sendo feitos. Não houve acordo sobre isso”, afirmou Cardoso. O protesto foi realizado por cerca de 90 ex-funcionários, no final da manhã desta terça-feira ocorreu após a decisão da maioria pela rejeição da proposta apresentada pela empresa à comissão, na reunião. “No final do ano, ficou acertada essa reunião para hoje (terça-feira). Era mais uma tentativa para negociarmos novos pagamentos. Mas, a empresa propôs pagar somente R$ 2 mil. O pessoal não aceitou. Todos querem receber o que é realmente devido e por isso foi definido que seria realizado o ato de protesto”, disse. Segundo ele, mais de mil pessoas foram demitidas e estão nessa situação de não receberem as verbas rescisórias. “Na reunião, os representantes da empresa disseram que há dificuldade para nos pagar por causa da recuperação judicial. Nós acompanhamos a assembleia que aprovou o plano da empresa e vimos que houve acordo para que ela pagasse aos demitidos o que deve e também R$ 12,5 mil para cada trabalhador demitido que não recebeu os seus direitos”. Ato No protesto desta terça-feira, os ex-funcionários chegaram a impedir o regresso dos trabalhadores que haviam saído para a hora do almoço. O fato interrompeu por um período a produção da empresa. Não houve conflito e a Polícia Militar acompanhou a movimentação, segundo Cardoso. Ele explicou que com a rejeição da proposta, a empresa se manifestou que não faria nova negociação com os ex-funcionários. “Eles afirmaram que não apresentarão mais nenhuma proposta. Os funcionários entraram com ação na Justiça. Alguns têm advogados particulares, outros pelo Sindicato”, explicou Cardoso.