125 anos

Esalq é referência no debate estratégico da produção de alimentos

A universidade foi inaugurada em 3 de junho de 1901, em terras doadas por Luiz de Queiroz

Rogério Verzignasse
18/06/2026 às 06:58.
Atualizado em 18/06/2026 às 06:58

Diretora da Esalq, Thaís Vieira, afirma que o maior compromisso da Esalq é fazer com que as pesquisas ultrapassem os muros da academia (Divulgação)

A Esalq completa 125 anos, uma trajetória rica que colocou Piracicaba no patamar mais alto da pesquisa. E a história não para. Hoje, a direção investe em projetos ambiciosos de intercâmbio internacional que buscam garantir eficiência na produção de alimentos no mundo.

A universidade foi inaugurada em 3 de junho de 1901, em terras doadas por Luiz de Queiroz, piracicabano ilustre, e se tornou um centro de excelência no ensino de Engenharia Agronômica e Engenharia Florestal.

Desde o final dos anos 1990, no entanto, o polo educacional se expandiu. Foram criados os cursos de Ciências Econômicas, Gestão Ambiental, Licenciatura, Ciências Biológicas e Administração.

O que se tem hoje é uma estrutura gigantesca. Só o campus Luiz de Queiroz, em Piracicaba, ocupa 914,5 hectares. A Esalq ainda mantém estações experimentais pelo interior. São mais de 3 mil alunos de graduação e mais de duas centenas de professores. A cada ano, ingressam 430 novos estudantes.

Ao longo do tempo, não evoluíram apenas o ensino e a pesquisa. O corpo discente também mudou. Atualmente, metade das vagas é ocupada por alunos oriundos da escola pública. Já ficou para trás a época em que o ensino superior voltado ao campo era frequentado basicamente por produtores rurais e seus herdeiros.

Hoje, a proposta é muito maior: a universidade é um polo de transformação social, ampliando oportunidades e alcançando objetivos que extrapolam o interesse comercial do campo. A instituição também se dedica à preservação ambiental, à regeneração do solo, ao desenvolvimento de sementes de qualidade e ao combate à fome no planeta.

Em entrevista exclusiva à Gazeta, a diretora da Esalq, Thaís Vieira, afirma que o maior compromisso da Esalq é fazer com que as pesquisas ultrapassem os muros da academia e sejam efetivamente adotadas pela comunidade. “O grande desafio atual é produzir mais alimentos — e alimentos de mais qualidade — contribuindo com a saúde humana. Devemos explorar a potencialidade de cada bioma e adequar a produção a cada condição de relevo e clima”, diz.

Os investimentos para esse propósito são expressivos. Em três anos, cresceu 54% o número de professores no campus. A direção já implementa um projeto de modernização que, até 2028, deve ampliar a estrutura atual, com construção de novos prédios e adequação dos antigos, com atenção à acessibilidade e à segurança. A Esalq cultua sua própria história ao mesmo tempo que se moderniza.

O corpo docente, cada vez mais jovem, domina os avanços tecnológicos e trabalha de forma integrada com diferentes áreas do conhecimento.

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