Setor sucroenergético de Piracicaba repudia o tema da Imperatriz

A Imperatriz Leopoldinense desfilará este ano, na Sapucaí, com o enredo Xingu (Marco Antonio Cavalcante)
Segunda-feira, 16 de janeiro de 2017 A Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba), Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana), Sicoob Cocre e Sindirpi, entidades do setor sucroenergético de Piracicaba, vieram a público, por meio de seus diretores e mais de 10 mil associados, para endossar as manifestações de repúdio ao enredo da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, que, segundo as entidades, demonstra não ter conhecimento sobre a importância do agronegócio brasileiro, “único responsável pelo saldo positivo da Balança Comercial com 22% PIB (Produto Interno Bruto) nacional e que gera em torno de 37% dos empregos do país, isto sem levar em conta toda alimentação para nossa população e de outros países onde exportamos”. Com o tema ‘Xingu – O clamor que vem da floresta’, a escola de samba faz críticas sobre o agronegócio e, de acordo com as entidades, “mostra pouco conhecimento sobre a importância do setor para o País”. A Sociedade Rural Brasileira, a Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-sul do Brasil) e outras entidades também se manifestaram contrárias ao enredo da escola de samba. A Orplana divulgou em suas redes sociais uma nota de repúdio ao samba-enredo. “Na contramão da realidade, a escola de samba mostra um cenário distorcido e irresponsável, criando alas que generalizam as más práticas agrícolas e o desrespeito ao meio ambiente, como a Ala 9 – Olhos de Cobiça e a Ala 15 – Fazendeiros e seus agrotóxicos, além de trechos do samba onde o produtor é descrito como “belo monstro”, devorador de matas e rios, ladrão de terras e ambicioso”, afirmou a Orplana. “Portanto, lamentamos profundamente que a escola de samba Imperatriz Leopoldinense tenha somente defendido os nossos índios, e atacado o agronegócio, um setor que só traz beneficio ao nosso País”.