O ANJO ARUK

Emoção de policiais militares marcou o sepultamento

Era muito bem treinado e atendia a mais de 40 comandos de obediência

Ana Cristina Andrade
ana.andrade@gazetadepiracicaba.com.br
13/04/2018 às 10:45.
Atualizado em 18/04/2022 às 23:30

Sexta-feira, 13 de abril de 2018 O cão policial Aruk, do Canil do 10º Batalhão de Piracicaba, que morreu no último final de semana, foi enterrado nesta quinta-feira (12) - e homenageado pelo efetivo -, no Cemitério 'Parque dos Animais: Paraíso do Amigo', localizado no bairro rural Pau Queimado. Foi um momento de muita emoção para a tropa, uma vez que Aruk ele foi o cão mais famoso do Batalhão. Era muito bem treinado e atendia a mais de 40 comandos de obediência. Desde o dia do falecimento, ele foi levado para São Paulo (SP) e submetido à necropsia, por pertencer ao Estado. Aruk, que completou oito anos no mês passado, dos quais seis anos trabalhou nas ruas de Piracicaba e região, morreu na sede do Batalhão após sofrer um edema pulmonar. Ele havia sido aposentado e seria adotado por seu condutor, o cabo Youssef, com o qual conviveu durante sete anos. Youssef disse que honras militares são utilizadas em enterros de policiais humanos, mas, ainda assim, eles fizeram questão de prestaram as últimas homenagem a Aruk. "Quisemos fazer o melhor por ele, porque Aruk serviu Piracicaba e vários municípios da região", declarou. Durante o sepultamento, Youssef lembrou de uma medalha que conquistara enquanto condutor de Aruk - uma láurea em razão de um flagrante de ocorrência de furto, e que teve participação do cão policial. Juntos, os dois receberam também uma láurea de 4º Grau. “Na ocasião, todo o efetivo do Canil treinou o Aruk. Depois eu, o Adam e o Juliano participamos de um Campeonato em Descalvado (SP) e fomos campeões no quesito Abordagem Policial, a qual foi feita pelo Aruk”, detalhou. “Foi mérito dele, que era muito bom na abordagem, no faro, na demonstração com as crianças. Não vai ter outro igual a ele”, destacou. Adoção A família de Youssef, que já havia preparado a casa para receber o cão, e dependia somente da autorização do Estado, também sentiu muito a morte dele, segundo o cabo/PM. “Todo mundo se emocionou porque ele (Aruk) era um parceiro meu. Chegava em casa e contava o que ele fazia durante os patrulhamentos. Piracicaba inteira, na verdade, o conhecia. Vou lembrar sempre dele como um amigo”. Para o PM, restam as lembranças em fotografias. Ele tem uma pasta com diversas publicações sobre a atuação do cão policial. Em vídeos também. No enterro, estavam o tenente Pansonato, do Tático Comando; os cabos Antoneli, Maurício, Juliano, Siqueira, Guerra; os soldados Meneghetti, Gama e Pizzol (feminina). Todos eles prestaram continência a Aruk. O Canil está sob o comando do capitão Rugero.

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