Durante coletvia, o pré-candidato disse que quer incentivar produção e ampliar a geração de empregos
Fernando Haddad conversa com jornalistas durante agenda em Piracicaba (Alessandro Maschio)
O pré-candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, esteve em Piracicaba nesta quinta-feira e, cercado de correligionários, usou a entrevista coletiva para disparar críticas ao rival Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Ex-ministro da Educação e da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo, Haddad reforçou que sua campanha terá como eixos centrais a segurança pública, a educação e o fortalecimento da indústria paulista, áreas que, segundo ele, revelam a ineficiência da atual gestão.
Na chegada a um restaurante da rua Bom Jesus, por volta do meio-dia, o petista foi recebido por clientes, funcionários e lideranças locais. Demorou cerca de 20 minutos para atravessar o salão, sendo abordado por apoiadores e curiosos.
Durante coletiva de imprensa, Haddad afirmou que São Paulo “anda de marcha ré” na segurança, com índices elevados de criminalidade, letalidade policial e enfraquecimento das forças de segurança, “vilência que assusta os paulsitas”, observou. Se eleito, prometeu criar um gabinete de planejamento integrado, com apoio da Polícia Federal, para coordenar ações conjuntas.
Educação
O petista disse que a qualidade das escolas estaduais despencou e defendeu a valorização dos professores e a modernização da rede, inspirando-se em experiências municipais que considera mais bem-sucedidas.
Economia
Haddad apontou Piracicaba e outros polos regionais como vítimas de um proceso de demantelamenmto da indústria. Defendeu a Reforma Tributária como estratégia para pôr fim à guerra fiscal, que levou empresas a migrarem para outros estados.
“O objetivo é fortalecer novamente a indústria paulista, incentivar a produção e ampliar a geração de empregos”, afirmou. Segundo ele, os custos de produção dispararam em razão das privatizações estaduais, como no fornecimento de gás, água e nas concessões de rodovias.
Haddad prometeu renegociar contratos de privatização para evitar prejuízos à população e ao erário. Citou como exemplo o aumento das tarifas de água após a privatização da Sabesp e os altos custos de transporte provocados pelos pedágios. Ele também criticou a gestão privada da saúde, realizada por meio de OSs e consórcios, apontando a queda na qualidade do atendimento.
Relação política
Questionado sobre a Prefeitura de Piracicaba, mais alinhada a Tarcísio, Haddad ironizou: “O prefeito pode não amar o PT, mas o PT ama Piracicaba”. Garantiu que, se eleito, não condicionará investimentos ao alinhamento partidário, criticando o que chamou de “política do beija-mão” do atual governo.
Planejamento nacional
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), acompanhou Haddad e destacou que Piracicaba deve integrar o programa Brasil 2050, voltado ao desenvolvimento econômico e social de médio prazo. “Todos os setores essenciais seja saúde, educação, agro, segurança, precisam fazer parte de um projeto global de planejamento, articulando prefeituras, governo paulista e governo federal”, disse.