As informações fazem parte do inquérito civil instaurado pelo Gaema
Segunda-feira, 7 de maio de 2018 A Guarda Civil de Piracicaba registrou 12.743 ocorrências realizadas pela corporação, na Região Norte da cidade. A média é de 11,63 por dia nos anos de 2015, 2016 e 2017. Desse total, a maioria foi de ocorrências de natureza policial, que chega a 8.730, nesse período. As outras foram de natureza de auxílio ao público (877) e de ocorrências administrativas (1.136). As informações fazem parte do inquérito civil instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), Núcleo PCJ Piracicaba, que apura os impactos ambientais, sociais e urbanos da Operação Urbana Consorciada Corumbataí. Trata-se de um novo bairro que está sendo pleiteado para ser instalado na região Norte e que, no total poderá abrigar cerca de 14 mil pessoas em quase quatro mil residências. As Polícias Civil e Militar já haviam apresentado números de ocorrências nessa região, em atendimento à solicitação da Promotoria. No caso da Guarda Civil, todas as ocorrências registradas tiveram aumento entre 2015 e 2017. Nas policiais, eram 2.430, em 2015 e chegaram a 3.197, em 2017. Nas ocorrências de auxílio ao público, foram registradas em 2015, 162 e, no ano passado, 566. Nas ocorrências administrativas, foram 807, em 2015 e chegaram a 1.197, em 2017. No ofício, a GC informou que o atendimento a toda a Região é feita a partir da base da Inspetoria Regional no Parque Natural, por 24 horas, por quatro viaturas que fazem o patrulhamento preventivo. Também atende a área a base do Parque do Engenho, com uma viatura, abrangendo a região dos bairros Vila Rezende, Algodoal e adjacências, e ainda há guardas nos postos do Terminal da Vila Sônia e nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) dos bairros Vila Rezende e Vila Sônia. Também apoiam a região o patrulhamento ROMU (Ronda Municipal), base móvel e uma viatura do grupamento rural. O projeto de lei complementar do Executivo, que define as diretrizes da Operação, está em trâmite na Câmara de Vereadores. O MP informou que o projeto, como está, não deve ser deliberado pelos vereadores, porque fere a legislação ao não apresentar os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e os Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) do empreendimento. O prefeito Barjas Negri (PSDB) acrescentou uma emenda, determinando que o empreendedor apresente esses estudos, em um prazo máximo de seis meses, após a aprovação do projeto. Para a promotora de Justiça, Alexandra Facciolli Martins, mesmo com a modificação do texto, o projeto ainda não atende aos requisitos legais.