O período terminará à zero hora deste domingo (18), após 126 dias
Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018 O Horário de Verão terminará à zero hora deste domingo (18), quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. A medida, que tem como objetivo promover a redução do consumo de energia elétrica em algumas regiões do País, durou 126 dias. Teve início no dia 15 de outubro de 2017. Neste ano, começará em novembro, possivelmente no dia 4. Na área de concessão da CPFL Paulista, a economia alcançou 74.206 MWh (Megawatt-hora), o suficiente para abastecer Piracicaba por 13 dias, conforme a companhia. O volume economizado foi maior que o estimado pela CPFL Paulista no início do Horário de Verão para as 234 cidades do Interior abastecidas pela empresa. A previsão era de alcançar uma redução de 41,3 mil MWh nessa área de concessão, que seria suficiente para atender o consumo de Piracicaba por sete dias. De acordo com nota da empresa do lançamento do Programa, "ao melhorar o aproveitamento da luz natural pela população, a iniciativa tem como os principais objetivos reduzir o consumo de energia e diminuir a demanda no horário de pico, das 18 horas às 21 horas", explicou o Diretor de Operações da Distribuição da CPFL Energia, Thiago Guth. Ele explicou, no início do Horário de Verão que "normalmente, as pessoas começam a chegar em suas casas a partir das seis da tarde, sendo que uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais. No período do Horário de Verão, com o adiamento dos relógios em uma hora, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19 horas, quando o consumo industrial já está reduzindo", acrescentou o executivo, em outubro do ano passado. O Horário de Verão é aplicado nas cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Sempre que a medida entra em vigor há os que gostam e entre os motivos citados está a possibilidade de ter luz solar até próximo das 20 horas. Porém há pessoas que não gostam desse período, entre outros motivos, porque ficam mais sonolentos e o nascer do sol ocorre mais tarde, deixando o início das manhãs mais escuro. Mantido Ao longo da vigência do Horário de Verão edição 2017/2018, houve discussões sobre a continuidade ou não da medida. Segundo divulgou ontem a Agência Brasil, "o governo federal sinalizou para a possibilidade de abolir o Horário de Verão, por não haver consenso quanto à relação com a economia de energia elétrica. Apesar disso, acabou apenas abreviando o período 2018/2019 em duas semanas, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para facilitar a apuração dos votos das eleições. Com isso, o Horário de Verão de 2018 passará a ser adotado no primeiro domingo de novembro", informou. A Agência ressaltou que segundo o Tribunal, o início do Horário de Verão em novembro, facilitará a apuração dos votos, "uma vez que o País não terá uma diferença tão extensa de fusos horários. O primeiro turno da eleição de 2018 será dia 7 de outubro e o segundo, dia 28 do mesmo mês". Segurança A CPFL Paulista esclareceu em outubro do ano passado que o Horário de Verão, além da economia no consumo de energia, tem outro ganho: diminuir os riscos de sobrecarga no sistema elétrico no horário de pico de consumo. No período de pico, há expectativa de uma redução de 2,5 % na demanda de energia, o que contribui para reduzir a geração das termelétricas (mais caras e poluentes). Histórico O Horário de Verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, mas de forma consecutiva, acontece há 28 anos, conforme a CPFL Paulista. Os Estados que adotam a medida e que a população deverá atrasar os relógios em uma hora são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.