No encontro, foi discutido sobre a greve, suspensa desde agosto

Professores da Unimep em assembleia, na noite desta segunda-feira (2) (Divulgação)
Terça-feira, 3 de outubro de 2017 Professores da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) avaliaram, em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (2), no campus Taquaral, propostas de ações que podem tomar na Justiça, nos colegiados internos e junto com outras universidades e instituições metodistas para que sejam cumpridos os acordos formalizados pelo Instituto Educacional Piracicabano (IEP), mantenedor da universidade. Na reunião, foi discutido sobre a greve, suspensa desde agosto, mas a paralisação não foi colocada em votação. A assembleia foi realizada porque pela manhã, na audiência agendada na Procuradoria do Trabalho, em Campinas (SP), nenhum representante da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) ou IEP, compareceu. Uma nova audiência foi marcada para o dia 18 de outubro, às 9h35, pela procuradora Clarissa Ribeiro Schinestsck. Antes de determinar que o IEP deverá comparecer nessa nova data representado pelo diretor-geral, Robson Aguiar, a procuradora fez contato telefônico com a instituição para esclarecer a ausência. Conforme a ata, a Unimep não compareceu por entender que, após a apresentação dos documentos no dia 21 de setembro, estaria dispensada. Participaram da audiência no MPT (Ministério Público do Trabalho) o presidente da Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep), Milton Schubert Souto, e representantes do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar Piracicaba (Saaep): João Manoel dos Santos, Julio Cesar Libardi, Deivid Wesley Marques e Fernando Duarte. À procuradora, eles informaram que o IEP não está cumprindo o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), proposto pelo MPT, com relação ao fornecimento de materiais necessários ao desempenho do trabalho, conforme a ata da audiência. "Também não está sendo cumprido o que foi firmado no Tribunal Regional do trabalho (TRT 15ª Região), o acordo coletivo de trabalho era para estar celebrado em 30 dias. Já estamos chegando a 40 e ainda não enviaram o documento. Fizemos três negociações e nada do que foi encaminhado foi cumprido", ressaltou Souto. Ele, que representa os docentes, acredita que é uma alternativa adotada pelo IEP procrastinar qualquer alternativa de acordo que resulte na solução dos problemas enfrentados na Unimep pelos docentes e funcionários. "O sistema administrativo continua precário. Desde o retorno das aulas (após a suspensão da greve no dia 22 de agosto, que durou 15 dias) os professores estão assinando ponto manual. Esse é um dos exemplos. Existem diversos outros problemas, todos relatados, mas que não são solucionados", comentou Souto. A Gazeta tentou contato na noite desta segunda-feira - por e-mail - com o IEP e a Unimep, mas não obteve êxito.