DEMITIDOS EM DEZEMBRO

Docentes do CP ainda não receberam os valores

Decisão judicial determina que os professores sejam reintegrados

Marcelo Rocha
igpaulista@rac.com.br
19/02/2018 às 09:36.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:25

Protesto realizado em dezembro, quando os professores foram demitidos (Christiano Diehl Neto)

Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 As verbas rescisórias dos 24 professores demitidos do Colégio Piracicabano, em dezembro de 2017, ainda não foram pagas, informa o Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro). O Sinpro Campinas e Região alega que a Rede Metodista - a mantenedora do Colégio Piracicabano - está descumprindo as leis trabalhistas, que segue intransigente sem abrir um canal para negociação e que não sinaliza uma data para a quitação dos débitos trabalhistas. Carlos Virgílio Borges, o Chileno, presidente do Sindicato, diz que já “os professores estão sendo desrespeitados, pois se passaram 60 dias desde o início das demissões e até agora não houve uma satisfação em relação aos pagamentos”. “Isso é um descaso com toda a comunidade escolar”, critica. O sindicalista relata que, nesse período, os professores demitidos já cobraram o Departamento de Recursos Humanos do Colégio Piracicabano sobre a data dos pagamentos. E que, inclusive, os docentes foram comunicados que os pagamentos começariam pelas menores rescisões trabalhistas. “Mas após a decisão da Justiça, de reintegração de 60 professores da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), demitidos nos últimos dois meses, o RH do Colégio Piracicabano já antecipou que os pagamentos aos professores demitidos, que seriam realizados a partir da semana que vem, já estão suspensos”, afirma Chileno. A decisão, proferida pela juíza Bruna Müller Stravinski, da 2ª Vara do Trabalho de Piracicaba, determina que os 60 professores sejam reintegrados até esta segunda-feira (19). O Sinpro, explica Chileno, tem conduzido a questão de duas maneiras, conforme o desejo do professor demitido. “Ou entrar com uma ação individual, cujo recebimento das verbas pode demorar devido à morosidade da Justiça brasileira, ou esperar uma proposta de conciliação por parte da Rede Metodista (a mantenedora do Colégio Piracicabano) para o pagamento dos valores”, observa. A reportagem da Gazeta contatou a Assessoria de Imprensa da Unimep (Departamento que intermedia a comunicação com a direção da Rede Metodista) para saber as razões do atraso do pagamento das rescisões de trabalho e como a instituição recebeu a decisão da Justiça que determinou a reintegração de 60 docentes da universidade. Mas até o fechamento desta edição, não houve retorno.

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