Greve dos professores

Docentes da rede estadual anunciam paralisação em abril

Na assembleia, a Professora Bebel falou de ataques recentes que o governo de Tarcísio de Freitas teria desferido contra a educação pública e contra a categoria

Da Redação
10/03/2026 às 08:56.
Atualizado em 10/03/2026 às 08:56
Assembleia dos professores foi realizada na avenida Paulista, em frente ao Masp, na última sexta-feira (Divulgação)

Assembleia dos professores foi realizada na avenida Paulista, em frente ao Masp, na última sexta-feira (Divulgação)

Os professores da rede estadual de ensino aprovaram a realização de greve nos dias 9 e 10 de abril. A decisão foi tomada em assembleia promovida pela Apeoesp na última sexta-feira, dia 6, que reuniu professores, estudantes, entidades sindicais, movimentos sociais e diversos segmentos na avenida Paulista, em frente ao Masp, dando início a uma programação de luta que se estendeu até a noite, na Praça da República.

A assembleia estadual foi coordenada pela presidente da Apeoesp, deputada estadual Professora Bebel (PT), seguida de ato e caminhada com o funcionalismo, estudantes e movimentos sociais até a Praça da República, onde se realizou um tributo à educação, ao funcionalismo e à população paulista, com apresentação do cantor Chico César.

Na assembleia, a Professora Bebel destacou os ataques recentes que o governo de Tarcísio de Freitas vem desferindo contra a educação pública e contra a categoria, colocando em pauta a necessidade da greve como resposta à política de desmonte da educação e dos serviços públicos, além de pressionar o governo à negociação. A categoria entendeu ser necessária a deflagração da greve, denominada “Operação Braços Cruzados”, para dar resposta ao governador Tarcísio de Freitas e ao secretário estadual da Educação, Renato Feder.

O calendário prevê que, no dia 9 de abril, dirigentes da Apeoesp estarão nas escolas para dialogar com professores, estudantes, pais, mães e funcionários sobre a campanha e informar a respeito dos ataques do governo. Já no dia 10 de abril, será realizada nova assembleia estadual para avaliar o movimento e deliberar sobre sua continuidade.

Segundo Bebel, a greve será precedida pela intensificação de visitas às escolas, eleição de representantes em cada unidade, assembleias populares e organização de comitês populares nas subsedes. “Nossa campanha em defesa da educação pública, dos serviços públicos e dos direitos da população vai muito além da nossa categoria. É uma luta social que se interliga com as questões de todo o funcionalismo”, afirmou.

Também estão programadas a construção dos Comitês de Luta e a realização da “Caravana da Educação e do Funcionalismo”, para ampliar a campanha. O lançamento dos Comitês ocorrerá em todas as subsedes da Apeoesp entre os dias 16 de março e 10 de abril.

“Os Comitês de Luta são fundamentais neste momento, pois nossas reivindicações específicas se combinam com as reivindicações gerais da classe trabalhadora. Nosso futuro depende da disputa eleitoral deste ano no Brasil e em São Paulo. Uma eventual reeleição do governador Tarcísio de Freitas significará um desmonte sem precedentes do Estado, dos serviços públicos e dos nossos direitos, além de abrir caminho para a privatização e militarização da educação e de outros serviços públicos. Da mesma forma, uma vitória da extrema-direita em nível nacional poderá significar um retrocesso ainda mais profundo no país”, ressaltou a deputada estadual Professora Bebel.

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