Nos últimos quatro anos, foram encaminhadas mil unidades à destruição

Luiz Antonio Cunha, juiz da Vara de Execuções Criminais, explicou o procedimento (Antonio Trivelin)
Quarta-feira, 21 de junho de 2017 A Comarca de Piracicaba está zerada em relação à destruição de armas de fogo, segundo informou, nesta terça-feira (20), o juiz Luiz Antonio Cunha, da Vara do Júri e Execuções Criminais. O Fórum local não armazena armas que retornam da Perícia, de acordo com ele. Em Piracicaba, nos últimos quatro anos, foram encaminhadas mil armas para a destruição, segundo o juiz Luiz Cunha. Guardar armamento nestes locais (fóruns) tem sido um risco muito grande e alvo para ladrões, como aconteceu em Diadema, na Grande São Paulo, no último final de semana, onde três criminosos invadiram a unidade, renderam vigias e roubaram quase 400 armas de fogo dos mais diversos calibres. De acordo com o juiz, as armas de fogo, depois de apreendidas, são periciadas. “A perícia tem por finalidade esclarecer se esta arma tem potencialidade lesiva e se a cápsula localizada pode ou não ter partido daquela arma”. É muito raro, segundo ele, ocorrer a devolução de armas, a não ser que sejam das forças de segurança pública. Como numa morte de um acusado de crime, por meio de intervenção policial, por exemplo. “As armas ficam em alguns setores, os quais não podemos especificar por questões de segurança, e depois, com autorização, é feita a destruição pelo Exército”, declarou. Os fóruns, segundo Cunha, têm setores restritos, por se tratar de polícia judiciária, para armazenar alguns objetos que aguardam provas, mas armas não ficam na maioria das unidades. A determinação para o não armazenamento nos fóruns partiu de um entendimento com o governo de Estado e o Exército Brasileiro, através do provimento número 2.345, de 21/06/16, pelo Conselho Superior de Magistratura, definindo que as armas vinculadas a processos judiciais, salvo excepcional interesse, serão enviadas imediatamente para a destruição ou para melhor equipar as forças de segurança. Em decorrências das ações já realizadas, 11 mil armas foram recentemente encaminhadas ao Exército para destruição, sendo que o Tribunal de Justiça está agilizando os procedimentos junto ao comando do Exército para que número maior possa ser recebido e destruído semanalmente.