A suspeita é de que uma quadrilha de estelionatários esteja agindo
Quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Algumas pessoas foram vítimas do golpe do bilhete premiado e, na última segunda-feira (4), prestaram queixa na UPJA (Unidade de Polícia Judiciária Agrupada), de Piracicaba. Uma delas perdeu quase R$ 50 mil, em troca de um "prêmio" de R$ 10 milhões. Na última terça-feira (5), ao recomeçar seu expediente, a delegada Juliana Pereira Ricci se deparou com outra ocorrência semelhante. A suspeita é de que uma quadrilha de estelionatários esteja agindo na cidade. A delegada descreve como eles abordam a vítima: o criminoso chega e diz que possui um bilhete de loteria, premiado, mas que está com passagem comprada para uma determinada cidade e não vai ter como ficar para sacar o dinheiro. Fala, ainda, que quer vender o bilhete e consegue provar que ele é premiado. Acredita-se que o golpista pegue algum bilhete pela internet, porque a vítima liga para uma casa lotérica e é informada que o prêmio existe. Para conseguir pegar o dinheiro da vítima, ele ressalta que não poderá dar o bilhete de graça. Entra em cena uma mulher, que chega num carro, aproxima-se e diz que vai ajudar os dois - golpista e vítima - a receber o dinheiro. A mulher leva a vítima ao banco e ela saca o dinheiro. De repente, os golpistas inventam que precisam ir ao banheiro, ou fazer qualquer outra coisa, e somem com o dinheiro e o bilhete falso. "Para uma das vítimas, o estelionatário falou que não podia receber o prêmio porque a religião dele não permitia. Conseguiu trocar o bilhete premiado por quase R$ 50 mil dessa pessoa", explicou a delegada. Juliana disse que, em muitos casos, os prejuízos ficam em torno de R$ 500 a R$ 2 mil, sendo este último valor o limite bancário. Outra preocupação da Polícia é que os alvos são pessoas de mais idade e a maioria mulheres. "A pessoa tem que saber que embora a gente faça a investigação e consiga prender os estelionatários, ela não terá seu dinheiro ressarcido. É necessário, caso alguém seja abordado por este tipo de pessoa, chamar a polícia imediatamente", completou. Os telefones de emergência são os da Polícia Militar (190) e Guarda Civil (153). As ligações são gratuitas.