Funcionários de um hotel sentiram o mau cheiro e acionaram a Polícia
Como o carro estava fechado por dentro, foi necessário quebrar o vidro (Del Rodrigues)
O motorista A.G.N., 39 anos de idade, foi encontrado morto, na última semana, dentro de um carro, na rua José Pinto de Almeida, no cruzamento com a rua XV de Novembro, na área central de Piracicaba. Pelo que a Polícia apurou, o corpo estava há dois dias e uma noite - inclusive havia duas notificações de agentes da Zona Azul, sobre a não colocação de bilhete no veículo. Uma tinha a data da última terça-feira (5) e a outra, do dia seguinte. O corpo, que estava no banco de trás, apesar do grande movimento na área central, foi descoberto por funcionários de um hotel que sentiram o mau cheiro e viram que saía sangue de uma das portas do carro (Citröen). O delegado-plantonista, Gyllis Esquitini Scrocca, esteve no local com dois investigadores, um deles da divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e verificou que o corpo estava em avançado estado de decomposição. “Ali é Centro, bastante movimentado, mas os vidros do carro possuem insufilm. Soube que a vítima era dependente química, mas requisitei os exames no Instituto Médico Legal IML). Ele pode ter tido um mau súbito, mas quero saber se houve ingestão de alguma droga e se isso o teria levado a uma overdose. Porém, só o laudo mesmo para dar a certeza do que causou a morte dele”, explicou o delegado. De acordo com o delegado, a vítima já era conhecida nos meios policiais. Certa ocasião, trabalhou em São Pedro (SP) como motorista da Prefeitura, e saiu de lá para vir a um hospital de Piracicaba. Acabou desaparecendo com a ambulância da instituição. Alguns dias depois, o veículo foi encontrado na garagem da casa dele. O motorista, segundo a Polícia, não tem inimigos. O carro, que precisou ter o vidro quebrado, pois estava trancado por dentro, foi apreendido. O corpo foi encaminhado para o IML. A mãe da vítima foi à Delegacia, mas a comunicação da morte do filho só foi feita com a chegada do pai. A Polícia apurou que ela mandou mensagem para o filho pedindo, por favor, que ele lhe retornasse. Mal sabia de que ele estava morto.