Combustíveis produzidos geram mais de um milhão de empregos
O presidente da Afocapi, José Coral (Christiano Diehl Neto)
Terça-feira, 30 de janeiro de 2018 Criada e aprovada pelo governo federal no final de 2017, a nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) tem os objetivos de incentivar a geração de biocombustíveis (etanol e biodiesel) e estabelecer metas para reduzir de emissão de gases causadores do efeito estufa em toda a cadeia de produção e consumo. Para o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (Afocapi), José Coral, a RenovaBio vem para contribuir com o setor sucroenergético. Os combustíveis produzidos a partir da biomassa em escala comercial (etanol e biodiesel) geram mais de um milhão de empregos diretos no Brasil. Estimativas apontam que os empregos indiretos somam outros dois milhões de trabalhadores. A Indústria de Biocombustíveis é mão-de-obra intensiva. Esses números poderão aumentar com a expansão da produção nos próximos anos. “Com essa nova lei deve crescer a produção de etanol, para que parte desse combustível seja utilizada como mistura no biodiesel. Então isso deve aquecer os empregos, as Indústrias devem se estabilizar novamente. Os fornecedores terão oportunidade para aumentar suas lavouras, já que a demanda será maior”. O Brasil é o segundo maior produtor de etanol e o país tem possibilidade de crescer ainda mais a oferta desse combustível limpo. Se ações como essa não forem feitas, os pequenos e médios produtores desaparecerão totalmente. O setor tem algumas necessidades urgentes como por exemplo, rever o ATR relativo (Açúcar Total Recuperável) para médios e pequenos produtores que trabalham no sistema de condomínios, é necessário estudar e liberar o ATR média para garantir recursos para os condôminos. “Nosso setor já perdeu muitos fornecedores de cana, a maioria dos pequenos e médios produtores está desaparecendo, mantendo só um pouco de cana arrendada para ter direito aos serviços do Hospital dos Fornecedores de Cana, mas não pensam mais em investir no setor por conta da desvalorização, dos altos custos e da baixa remuneração”, disse Coral. O RenovaBio não é um novo imposto, uma carga tributária, mas vem para valorizar os biocombustíveis e consequentemente melhorar a qualidade do ar com menor emissão de poluentes. Coral observa que essa lei reforça o compromisso do país com fontes de energias renováveis. “O RenovaBio é estímulo à sustentabilidade econômica, social e ambiental. Reconhecimento de que esse tripé é fundamental para o suporte aos biocombustíveis no presente e no futuro”.