Lojistas esperam aumento da procura pelos produtos, na cidade
O funcionário público, Renato Ronsini, comprava um ovo de Páscoa para a filha (Del Rodrigues)
Quarta-feira, 12 de abril de 2017 Por enquanto, as parreiras de ovos de chocolate nos supermercados ainda estão carregadas, com opções para todos os bolsos e gostos. Mas essa fartura de ofertas está com as horas contadas, estimam os lojistas, que aguardam um grande movimento de compradores de última hora. A expectativa é de aquecimento das vendas de ovos na reta final da Páscoa, diz Luis Fernando Garcia, 29 anos de idade, gerente do supermercado Jaú Serve localizado no bairro São Dimas. “Até o momento a procura por ovos de Páscoa não foi tão expressiva, mas acreditamos que muita gente vai deixar para comprar na última hora”, analisa. “Mesmo porque, hoje em dia o cliente está mais criterioso, ele espera o melhor momento para fazer a compra, aguarda a baixa dos preços, uma promoção ou liquidação dos mercadistas”, acrescenta. Provavelmente por causa da crise, os fabricantes de chocolate “não investiram em variedades neste ano”, analisa o gerente. “Pelo contrário, algumas marcas famosas diminuíram o seu mix de produtos em até 20%”, observa Garcia. A aposentada Iracema Vizentin Zandoná, 63 anos de idade, estava à procura de um ovo específico. “Minha filha até fez ovos de chocolate caseiros, mas a minha netinha quer esse ovo da turma Galinha Pintadinha, que vem acompanhado de um abajur musical”, comenta a consumidora, que desembolsou R$ 23,90 pelo produto. O funcionário público, Renato Ronsini, 51 anos de idade, comprou um ovo de 500 gramas (de uma tradicional marca de chocolates) por R$ 56,90, para presentear a filha. “Eu acho que está relativamente caro, embora ele esteja em promoção. E acho que houve um acréscimo em relação ao preço do ano passado”, compara. A promotora de vendas Adriana Sciorilli, 52 anos de idade, também já garantiu a compra do ovo de Páscoa para a filha, de 21 anos de idade. “Eu comprei um ovo caseiro, de um quilo, por R$ 70,00. É um ovo feito com chocolate trufado, meio doce de leite, meio prestígio”, relata. Doce setor De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) o consumo per capita de chocolate no Brasil é 2,5 quilos por ano. Segundo a entidade, o Brasil é o quinto maior consumidor de chocolate do planeta. Para se ter uma ideia, em 2015 o setor teve um faturamento de R$ 12,4 bilhões. Em 2016, durante a Páscoa o país produziu 14,3 mil toneladas de chocolate (ou 58 milhões de ovos), informa a Abicab.