Pais pesquisam preços em diversas lojas da cidade
Sexta-feira, 5 de janeiro de 2018 Os pais que têm filhos em idade escolar já estão comprando o material de 2018. Muitas lojas e papelarias na cidade estão lotadas de clientes. Os donos dos estabelecimentos procuram oferecer marcas e preços diversificados para os consumidores. De maneira geral, o Comércio de Piracicaba promete bons descontos e, ainda, garantir produtos sem reajuste anual. O encarregado de Vendas de uma Papelaria localizada à rua Benjamin Constant, Centro, Gabriel Muniz, disse, nesta quinta-feira (4), que a expectativa é de um crescimento de até 20% no faturamento ante o mesmo período de 2017. Isso porque a loja está oferecendo descontos de até 10% à vista. "Boa parte está sendo à vista ou até seis vezes no cartão", disse Muniz. Ele disse, ainda, que o material escolar não sofreu grandes reajustes esse ano com exceção do papel sulfite que teve majoração de cerca de 10%. Em outro estabelecimento especializado em Papelaria e em Informática, que fica no bairro Piracicamirim, o movimento começou a ficar intenso a partir de quarta-feira (3), segundo o proprietário, Flávio Davila. "Está tudo animado", frisou. De acordo com Flávio, houve variação pequena nos preços dos artigos escolares em relação a 2017. Ele explicou que é comum fazer comparação errônea de preços de alguns materiais, por exemplo, cadernos. Disse que há cadernos considerados de marca com capas temáticas que acabam ficando mais caros do que os não licenciados. "O material básico, a exemplo de canetas, borracha, lápis coloridos e cadernos, está com preços estáveis", declarou. O comerciante espera um aumento de vendas entre 7% e 8%, este ano. Flávio explicou que se os vencimentos do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) fossem prorrogados para março, os pais teriam mais fôlego para as compras de artigos escolares e todos sairiam ganhando com isso. "Os pais querem comprar o melhor para os seus filhos, mas estão apertados com os compromissos do Natal", disse. Em uma Papelaria instalada à rua Boa Morte, próximo ao Colégio Dom Bosco, a procura por material escolar começou já em novembro de 2017, segundo o proprietário, José Portes. Ele observou que, naquele mês, foi possível até oferecer melhores preços, já que não era época de pico de vendas. José explicou que devido a problemas financeiros, muitos pais ainda não sabem se mantêm ou não os filhos em escolas particulares. Isso influencia as vendas no Varejo de material escolar. "Apesar disso, estamos vendendo bem e dando boas condições com descontos à vista", disse. Pais O advogado, Hugo Galdi Boaretto e a esposa, Geannie, faziam compra de material escolar esta semana em uma Papelaria da cidade. Eles disseram que fizeram as compras em duas lojas e que os preços estão praticamente iguais. Eles levaram a filha Manuela para escolher os artigos. "Os valores estão dentro das expectativas", disse Hugo. Wanessa Cillos e as filhas, Maria Eduarda e Damaris Pompeu Soares e o filho, Eduardo, também faziam a compra de material escolar na tarde desta quinta-feira. Elas procuraram o início do mês para pesquisar melhor e conseguir bons preços. Procon orienta pais A Fundação Procon-SP dá dicas de como fazer uma compra segura de material escolar. O Procon Piracicaba está localizado no prédio do Centro Cívico (sede da Prefeitura, piso térreo 2. O atendimento ao público acontece de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 14h30, para abertura de processo (com retirada de senha); e, das 14h30 às 16 horas, para orientação pessoal. Por telefone, das 8h30 às 16h30, pelo número 151. Confira como proceder: 1) Pesquisar: A boa e velha pesquisa não pode faltar. Guarde todo o material publicitário, pois além de ajudar na análise dos preços, a publicidade faz parte do contrato e deve ser cumprida, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor. 2) Compras coletivas: Algumas lojas concedem descontos para compras em grandes quantidades. Portanto, sempre que possível, reúna um grupo de consumidores e discuta sobre essa possibilidade com os estabelecimentos. 3) Marcas e personagens: Nem sempre o material mais sofisticado é o de melhor qualidade ou o mais adequado. Evite comprar materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, porque geralmente os preços são mais elevados. 4) Exija a nota fiscal: A nota fiscal deve ser fornecida pelo vendedor. Ao recebê-la, cheque se os produtos estão devidamente descritos e recuse quando estiverem relacionados apenas os códigos dos itens, o que dificulta a identificação. 5) O barato pode sair caro: Evite comprar material escolar no comércio informal. Apesar de ser mais em conta, não há emissão de nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou a solução de algum problema com a compra. Além disso, não é possível saber a procedência destes produtos, o que pode colocar a criança em risco. Desde fevereiro de 2015, alguns materiais escolares só podem ser comercializados com a certificação do Inmetro. (Fonte: Procon).