NAS MÃOS DO POVO

Como agir durante uma abordagem policial

Panfletos com dicas foram entregues com a colaboração de atiradores

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
24/11/2017 às 10:33.
Atualizado em 19/04/2022 às 01:10

Sexta-feira, 24 de novembro de 2017 Em uma ação simultânea realizada em cinco Terminais de Ônibus de Piracicaba, o Conselho da Comunidade Negra de Piracicaba (Conepir) distribuiu, nesta quinta-feira (23), cinco mil informativos sobre como se comportar e quais são os direitos dos cidadãos durante uma abordagem policial, além de um panfleto sobre as leis que tornam crime o racismo. O material foi entregue à população com a colaboração dos atiradores voluntários do Tiro de Guerra 02-028 Piracicaba, do Exército Brasileiro. A distribuição aconteceu nos Terminais Central de Integração (TCI), Pauliceia (TPA), Piracicamirim (TPI), São Jorge e Cecap, conforme Adilson Abreu, diretor de Relações Institucionais do Conepir. No TCI, a entrega se deu na entrada principal e também nas plataformas dos coletivos. O conselheiro do Conepir Sérgio Luiz de Souza, afirmou que a iniciativa é importante para toda a população, mas, principalmente, para os jovens e os jovens negros. "Eles não têm ideia sobre como agir durante a ação policial. A abordagem deve ocorrer e todos devem saber os seus direitos e os seus deveres", comentou. Ele entregou os informativos a um grupo de estudantes. "A gente não espera ser abordada e aqui tem muita coisa interessante que não sabia. Na hora da abordagem, deve dar um choque e é bom saber como agir. A abordagem é desnecessária quando o foco é o negro, apenas pela sua cor", afirmaram as estudantes Beatriz Yasmin Galdino, 16 anos de idade, Adria Costa, 17 anos de idade, e Lisandra Morgado, 17 anos de idade. Quem aprovou o material também foi Eli Júnior, 19 anos de idade. "Vi que tem dicas excelentes aqui. Nunca fui abordado pela polícia e gostei de conhecer meus deveres e principalmente o direito de ser preso apenas com ordem judicial ou em flagrante", comentou. Os atiradores Dario Rodrigues, 19 anos de idade, e Pedro Rasera Coelho, 19 anos de idade, gostaram de participar da ação. "Infelizmente o racismo ainda acontece e as pessoas devem saber como agir, com educação, na abordagem policial", afirmaram. Para o subtenente Barbosa, chefe de instrução do TG 0-2-028, a ação conscientiza os cidadãos sobre o crime do racismo. "Todos precisam saber conviver, porque somos todos irmãos", afirmou. Sobre a abordagem ele ressaltou que as pessoas de bem, não devem temer a abordagem. "Essa é uma orientação que é válida não só para Piracicaba, mas para qualquer lugar do País", comentou.

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