A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, passou a ser alvo de enorme pressão política para que a União Europeia (UE) acelere o lento e acidentado ritmo de suas campanhas de vacinação contra a covid-19, por problemas na distribuição de vacinas
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, passou a ser alvo de enorme pressão política para que a União Europeia (UE) acelere o lento e acidentado ritmo de suas campanhas de vacinação contra a covid-19, por problemas na distribuição de vacinas.
A Comissão investiu 2,7 bilhões de euros (mais de US$ 3,3 bilhões) em contratos com vários laboratórios para reservar 2,3 bilhões de doses dos imunizantes para conter a pandemia.
Até agora, porém, apenas três vacinas foram aprovadas para uso nos 27 países do bloco, e as três empresas experimentam atrasos nos programas de entregas para o primeiro trimestre.
São as vacinas elaboradas pela parceria teuto-americana Pfizer/BioNTech, pelo laboratório americano Moderna e pela empresa anglo-sueca AstraZeneca.
Apesar dos tropeços, Von der Layen e a Comissão mantém a meta de vacinar 70% da população adulta da UE até o fim do verão boreal (inverno no Brasil), em agosto.
Para poder manter essa meta, a Comissão decidiu jogar pesado ante o anúncio da AstraZeneca sobre atrasos nas entregas e conseguiu do laboratório a promessa de aumentar em 30% sua capacidade de entregas nos próximos dois meses.
- Pfizer/BioNTech, vacina à base de RNA mensageiro, com eficácia de 95%, segundo a Agência Europeia de Medicamentos: a UE reservou 600 milhões de doses.
Suas entregas aos Estados-membros da UE se reduziram à metade, mas a empresa promete um retorno à normalidade em meados de fevereiro.
Moderna (EUA), também baseada em RNA mensageiro, com 94% de eficácia: 160 milhões de doses.
AstraZeneca (Reino Unido/Suécia), vacina de vetor viral, eficácia de 60%: 400 milhões de doses.
Era para ter entregue cerca de 100 milhões de doses no primeiro trimestre, mas anunciou em 22 de dezembro que a meta seria reduzida para 31 milhões. Von der Leyen anunciou no domingo que agora aumentaria para 40 milhões.
Johnson & Johnson (EUA), vacina de vetor viral, eficácia desconhecida: 400 milhões de doses. A Comissão diz que 100 milhões devem ser entregues em junho, se a vacina de dose única for aprovada.
CureVac (Alemanha/EUA), RNA mensageiro, eficácia desconhecida: 405 milhões de doses.
Sanofi/GSK (França/Reino Unido), proteína recombinante, eficácia desconhecida: 300 milhões. Após um decepcionante ensaio de fase 2, as empresas estão testando uma formulação de antígeno diferente e agora têm como objetivo a produção ainda este ano.