
Apesar do déficit, Piracicaba manteve a 8ª posição entre as diretorias do Ciesp em valores exportados no acumulado de 12 meses (Divulgação)
O Ciesp Piracicaba divulgou o desempenho do comércio exterior da região em 2025 e confirmou um cenário de pressão sobre a balança comercial. Entre janeiro e dezembro, as exportações recuaram -11,7% em relação a 2024, enquanto as importações avançaram 5,9%, resultando em um déficit de US$ 515,2 milhões.
A regional - que abrange Piracicaba, Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Charqueada, Laranjal Paulista, Rio das Pedras e Saltinho - registrou queda nas vendas externas, que passaram de US$ 3.318,0 bilhões para US$ 2.929,3 bilhões. O recuo refletiu menor dinamismo da demanda internacional e os efeitos das tarifas implementadas em agosto.
A pauta exportadora manteve forte concentração em máquinas e equipamentos mecânicos (63,7%), seguida por açúcares e produtos de confeitaria (7%) e químicos orgânicos (6,8%). Os Estados Unidos seguiram como principal destino, absorvendo 44,4% das vendas, seguidos por Canadá (6,1%) e Argentina (5,3%).
No sentido contrário, as importações somaram US$ 3.444,5 bilhões, puxadas por máquinas e instrumentos mecânicos (50%), equipamentos elétricos (15,1%) e veículos automóveis e tratores (13%). Coreia do Sul (23,4%), Estados Unidos (21,8%) e China (17,2%) foram os principais fornecedores.
Perspectivas
Segundo o Ciesp Piracicaba, o impacto das tarifas em vigor desde 6 de agosto foi sentido até dezembro e deve provocar ajustes no curto prazo. Empresas da região já trabalham com revisão de contratos, prazos de entrega e reorganização logística, além da busca por novos mercados - processo que tende a levar tempo para maturar.
A retração nas exportações confirma a desaceleração observada ao longo de 2025, movimento também registrado em outras 15 diretorias do Ciesp no estado. Já o avanço das importações acompanha a tendência de alta em 32 diretorias, reforçando a demanda por bens intermediários e de capital.
Apesar do déficit, Piracicaba manteve a 8ª posição entre as diretorias do Ciesp em valores exportados no acumulado de 12 meses, reafirmando sua relevância industrial no cenário paulista.