
Segundo o infectologista Maurício Battistini Marques, um dos maiores progressos ocorreu no tratamento da hepatite C (Santa Casa)
As hepatites virais B e C estão entre as principais causas de cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado, muitas vezes diagnosticadas apenas em estágios avançados da doença. Nas últimas décadas, porém, a evolução da medicina vem transformando esse cenário. Novos exames, vacinas, medicamentos altamente eficazes e protocolos cada vez mais rigorosos de biossegurança ampliaram significativamente a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessas infecções.
No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado hoje, a Santa Casa de Piracicaba destaca a importância desses avanços científicos e tecnológicos, aliados a uma estrutura hospitalar especializada, para oferecer uma assistência cada vez mais segura e qualificada aos pacientes.
Segundo o infectologista Maurício Battistini Marques, um dos maiores progressos ocorreu na prevenção da hepatite B, graças à vacinação; e no tratamento da hepatite C, que atualmente apresenta elevadas taxas de cura. Já a hepatite B crônica, embora ainda não tenha cura definitiva, pode ser controlada com terapias que permitem qualidade de vida por muitos anos.
"Hoje a medicina dispõe de recursos muito mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar as hepatites virais. O grande desafio continua sendo identificar precocemente as pessoas infectadas para evitar a evolução da doença e suas complicações", explica.
Esse avanço terapêutico foi acompanhado por uma profunda evolução da segurança assistencial. Na Santa Casa, esse trabalho é coordenado pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), responsável por ações permanentes de vigilância epidemiológica, monitoramento de indicadores, capacitação das equipes e atualização dos protocolos assistenciais, em conformidade com as recomendações da Anvisa e das principais sociedades científicas.
Como hospital de alta complexidade e referência para Piracicaba e outros 25 municípios da região, a Instituição reúne equipes especializadas em Infectologia e Gastroenterologia, laboratório de apoio diagnóstico e uma estrutura integrada voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das doenças infecciosas, sempre com foco na qualidade e na segurança do paciente.
Para Maurício Battistini, os avanços científicos e os protocolos hospitalares tornaram a assistência muito mais segura. "Hoje contamos com tecnologia, conhecimento e processos que reduzem significativamente os riscos de transmissão e ampliam as possibilidades de tratamento. Um dos melhores exemplos dessa evolução está nos bancos de sangue, cujos rigorosos protocolos de triagem, testagem e controle praticamente eliminaram a transmissão de infecções por transfusão de hemocomponentes. Somadas às medidas permanentes de prevenção e controle adotadas nos hospitais, essas ações beneficiam pacientes, profissionais de saúde e toda a comunidade", conclui.