VAGAS COM CARTEIRA

Cidade perde 1.066 postos de trabalho em sete meses

Apenas no mês passado, a cidade apresentou 191 vagas negativas

Juliana Franco
juliana.franco@gazetadepiracicaba.com.br
30/08/2016 às 11:10.
Atualizado em 28/04/2022 às 04:45

Tiago de Fante, designer gráfico, atua em uma loja há quatro anos e comemora (Antonio Trivelin)

Em sete meses, Piracicaba fechou 1.066 postos de trabalho - entre janeiro e julho, foram 25.591 contratações e 26.657 demissões. Apenas no mês passado, a cidade apresentou 191 vagas negativas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE). Em 2016, o setor do Comércio é o que apresenta pior índice de emprego: menos 800 contratações. Seguido da Indústria de transformação, que tem saldo negativo de 559 empregos, e Serviços, com menos 503 trabalhadores com carteira assinada. "Vivemos em 2016 a continuidade de queda na produção do Brasil, situação que causa impacto negativo no emprego. A queda na produção e no emprego tem suas particularidades em cada região e Piracicaba tem grande dinâmica nos setores da economia. Fato que certamente garante que o desemprego não seja maior", explica o coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos do curso de Ciências Econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Francisco Constantino Crocomo. Ainda segundo o economista, não há expectativas de melhoras para este ano. "Por outro lado, percebemos que a economia da cidade, mesmo que paulatinamente, apresenta sinais de crescimento. O mercado tem disponibilizado chances para os desempregados, com remunerações menores e outras formas de trabalho", diz. Julho No mês passado, o setor de serviços foi o que apresentou pior índice, foram menos 163 postos de trabalho no município - diferença entre 950 contratações e 1.113 demissões. A Indústria de transformação apresentou o segundo pior desempenho, com menos 131 empregos. Na contramão do cenário de 2016, no sétimo mês do ano, o comércio fechou com saldo positivo de 90 vagas. "Entendemos que o saldo negativo nos serviços está relacionado com a queda na produção. Nossa expectativa é de mais clareza e decisões diretas na economia e na gestão do governo federal", finaliza Crocomo. 2015 Em julho do ano passado, a cidade apresentou saldo negativo de 629 empregos formais. No ano, o acumulado era de 932 menos postos de trabalho, diferença entre 33.586 admissões e 34.518 desligamentos. Na ocasião, a Indústria de transformação foi a que apresentou pior desempenho, menos 1.821 trabalhadores com carteira assinada.

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