
Avenida Princesa d'Oeste ficou alagada após forte temporal que caiu em fevereiro de 2017 (Dominique Torquato/AAN)
Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018 Mesmo com as fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias de 2017, Campinas e região terminaram o ano abaixo da média esperada. Segundo os dados do Centro de Pesquisas Aplicadas à Meteorologia (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), choveu 50 milímetros menos que o previsto - a expectativa era que chovesse 1479 milímetros e foram registrados 1429 milímetros. A pesquisadora Ana Ávila, do Cepagri, explicou que desde 2014, quando o Estado passou por uma severa crise hídrica, os números ficaram abaixo ou exatamente na média. Apesar de o número ter ficado aquém do esperado, a pesquisadora garante que a Agricultura do País não foi afetada. “Para a Agricultura, a chuva veio conforme o esperado. O Inverno foi mais seco, mas não atrapalhou”, explicou. “As previsões indicam um período de normalidade para os próximos meses. Dezembro, janeiro e fevereiro são os mais chuvosos do ano. Janeiro e fevereiro representam 50% do total anual das chuvas”, disse a pesquisadora. Mesmo que a previsão seja otimista, ela afirma que, ainda assim, a população deve ter consciência e economizar água. A previsão climática da Defesa Civil de Campinas é de mais chuva para os próximos dias. As temperaturas continuarão abaixo dos 30ºC até a próxima semana. Até o próximo dia 11, existe a possibilidade de chuva na cidade. Além disso, é importante lembrar que a característica do Verão é de chuvas, acompanhadas de temporais no fim da tarde. A máxima prevista para esta quarta-feira (3) é de 28ºC e a mínima não deve ultrapassar dos 21ºC. Nesta quinta-feira (5), a máxima está prevista em 24ºC e, nesta sexta-feira (5), o dia ficará um pouco mais quente, podendo chegar a 27ºC. Economia Além de ajudar a evitar possíveis racionamentos na rede de água, em tempos de crise, controlar o consumo de água também colabora com as contas da casa. Para que a economia seja efetiva, a Sociedade de Abastecimento de Água e Abastecimento (Sanasa) deixa disponível no site algumas dicas para evitar o desperdício. Entre as principais estão: verifique o consumo mensal em metros cúbicos (m³) marcado na sua última conta de água e divida o volume pela quantidade de pessoas (inclusive crianças). Se o resultado for maior que seis, pode indicar existência de vazamentos ou desperdícios. Feche bem as torneiras e o registro do chuveiro depois de usá-los. Evite lavar carro com frequência e, quando lavar, utilize dispositivos para o fechamento automático nas mangueiras ou use um balde. Além disso, quem encontrar pontos de vazamento pelas ruas da cidade pode ainda entrar em contato com a Sanasa por meio dos telefones 0800-7721195 ou (19) 3735-5000.