Uma chuva forte registrada na tarde de ontem em Piracicaba castigou diversas regiões, principalmente a leste, onde um córrego transbordou alagando a avenida Antonia Pazzinatto Sturion
Novamente cheia de água Alagamento na avenida Antônia Pazzinato Sturion com a rua Segisfredo Paulino de Almeida, entrada para o bairro Noiva da Colina (Divulgação)
Piracicaba foi novamente atingida por fortes chuvas na tarde de ontem (23). De acordo com a Defesa Civil, a região Leste, onde ficam bairros como Dois Córregos, Noiva da Colina e Nova Iguaçu, entre outros, foi a mais castigada pelo grande volume de água registrado em curto espaço de tempo. A Prefeitura manteve suas equipes mobilizadas para atender às ocorrências, como limpeza da lama com caminhão-pipa, desobstrução de galerias e retirada de lixo doméstico, galhos e mato, em força-tarefa que reúne várias secretarias. Nas demais áreas da cidade a chuva foi fraca ou nem choveu.
O córrego que corta a avenida Antonia Pazzinato Sturion transbordou e alagou a via, na entrada do Noiva da Colina. O grande volume de água no córrego refletiu, também, no alagamento de ruas do Morumbi, como a Jacob Dihel, altura do 21, e Maestro Luiz Dutra. A lama será retirada por caminhão-pipa da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Simap).
Casas na rua Mamede Freire, no Nova Iguaçu, ficaram alagadas. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Zeladoria (Semozel), o sistema de drenagem no Nova Iguaçu não funciona desde que o bairro foi implantado, já que suas ruas são muito planas. A Semozel informou, também, que finaliza estudo hidrológico para determinar qual tipo de obra deve ser executada no local. A Defesa Civil esteve no local nesta tarde para auxiliar a população e a Simap vai enviar caminhão-pipa para lavar a rua.
Outros pontos que ficaram alagados foram a avenida Comendador Pedro Morganti; rua Fúrio Franceschini, no Santa Cecília. Nesse ponto, às 18h15 ainda havia água empoçada. Trecho da Padre Lopes com Edu Chaves, no São Dimas, também foi alagada. Vários pontos, mesmo que não sejam próximos a córregos e baixadas, podem alagar devido a galerias de águas pluviais entupidas. O entupimento é causado por resíduos, muitas vezes depositados em locais irregulares, dessa forma a Prefeitura precisa da ajuda da população para que isso não ocorra.
Uma das características deste verão está sendo exatamente a concentração das chuvas em curto espaço de tempo, o que tem causado muitos danos. Nancy Thame disse que devido a essa característica pluviométrica deste verão, várias pontes da área rural foram abaladas dificultando a manutenção rápida. Em relação ao volume de chuva, este ano deve ficar próximo à média de 2022. De acordo com a Defesa Civil, até a última terça-feira (17) havia chovido 250,3 milímetros. Em janeiro do ano passado foram 351,1 milímetros.