EM PIRACICABA

Centro de Reprodução Humana comemora 10 anos

A equipe é formada por ginecologistas e urologistas capacitados

Da Redação
correiopontocom@rac.com.br
08/03/2018 às 10:59.
Atualizado em 19/04/2022 às 00:31

Quinta-feira, 8 de março de 2018 O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba comemora 10 anos, nesta quinta-feira (8), como referência em tratamentos na região de Piracicaba. Em uma década recebeu pacientes da cidade e região, do Interior do Estado de São Paulo, de outros Estados e até do Exterior. Foram mais de cinco mil atendimentos, segundo os ginecologistas, Ernesto Valvano e Paulo Padovani. "Também fomos nos aperfeiçoando, na formação profissional, e investimos na atualização do laboratório e do nosso setor administrativo", acrescentaram. A ideia de criar o Centro de Reprodução Humana surgiu de um grupo de médicos, que queria oferecer às pacientes de Piracicaba, e região, um serviço que dispensasse viagens longas e facilitasse o tratamento para quem deseja ter filhos. A concretização da ideia contou com a parceria da Santa Casa de Piracicaba, com início das atividades em março de 2008, dentro do Hospital Santa Isabel. A Clínica trabalha com terapias de baixa complexidade - coito programado e inseminação intrauterina - e de alta complexidade - fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Disponibiliza, também, congelamento de óvulos, sêmen e embriões. Conta com uma estrutura laboratorial completa, centro cirúrgico, área destinada ao congelamento de células germinativas, espaço para coleta de espermatozoides, dois apartamentos exclusivos e sala com equipamento de ultrassom. A equipe é formada por ginecologistas e urologistas capacitados para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado para cada caso. Fazem parte do Corpo Clínico, os ginecologistas, Ernesto Valvano, Fúlvio Basso Filho, José Henrique Mello de Freitas, José Higino Ribeiro dos Santos Junior, Milena Elisa Goes Dias Silva, Paulo Arthur Machado Padovani, e os urologistas, Gustavo de Mendonça Borges e Norio Ikari. Infertilidade "O diagnóstico de infertilidade nem sempre significa a impossibilidade definitiva de ter filhos. Pode ser apenas um desafio a ser vencido com a ajuda da Medicina", afirmaram Valvano e Padovani. De acordo com pesquisas, 30% dos problemas de infertilidade são das mulheres, 30% são dos homens, 30% dos dois e 10% são sem causa aparente. Para atender a estes casos, a Medicina Reprodutiva trabalha com terapias de baixa e de alta complexidades. Os ginecologistas explicam como funciona cada procedimento. No coito programado, a ovulação é otimizada com a utilização de medicamento, a paciente é monitorada por ultrassom e orientada sobre o período adequado para manter relações. A inseminação artificial tem o mesmo processo. Mas no dia da ovulação, os espermatozoides, colhidos e preparados em laboratório, são depositados no útero. Na fertilização in vitro, o ovário é estimulado com medicamentos. Em seguida, são captados os óvulos, que são fertilizados com os espermatozoides em laboratório. Após desenvolvido, o embrião é transferido para o útero. Na injeção intracitoplasmática, o espermatozoide é escolhido microscopicamente e inserido dentro do óvulo com o auxílio de uma agulha de máxima precisão. Após a formação do embrião, é feita a mesma sequência da fertilização in vitro. O congelamento de óvulos ou de embriões é indicado para mulheres que desejam adiar a gravidez ou nos casos de diagnóstico de câncer e de histórico de menopausa precoce na família. O congelamento de sêmen é indicado para pacientes oncológicos em idade reprodutiva.

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