Em outubro, a fábrica apresentou dois novos modelos de carregadeiras

Márcio Vieira, Odair Renosto e José Eduardo Monteiro da Fonseca, durante coletiva (Del Rodrigues)
Terça-feira, 6 de dezembro de 2016 A retração econômica do Brasil em 2016 não impediu que a Caterpillar desse continuidade aos seus projetos. Neste ano, a multinacional investiu, na unidade de Piracicaba, US$ 17 milhões. Parte deste valor foi destinada para a ampliação e modernização da linha de produtos – em outubro deste ano, a fábrica apresentou dois novos modelos de carregadeiras de rodas. A ação fechou o ciclo de investimentos da empresa que, nos últimos cinco anos, empregou R$ 500 milhões no País. “Apesar das dificuldades, este ano não foi perdido para a Caterpillar, pois completamos 62 anos de Brasil, 40 anos em Piracicaba e cinco anos em Campo Largo (PR). Por meio de ajustes e readequações ao atual cenário, conseguimos evitar demissões e ganhar mercado”, revela o presidente da Caterpillar no Brasil, Odair Renosto. As informações foram apresentadas nesta segunda-feira (5), durante coletiva de imprensa com veículos especializados do segmento de máquinas pesadas. Na ocasião, os novos modelos de carregadeiras de roda foram apresentados aos jornalistas. Projeção De acordo com Renosto, 2017 deve ser um ano estável para o setor. Apesar disto, a expectativa da multinacional é que os investimentos sejam maiores que os registrados neste ano. “Com a atualização da nossa linha de produtos, conseguimos nos manter bem posicionados no mercado. Nossas estratégias estão voltadas para a diversificação”, afirma. Quinta maior exportadora do Estado de São Paulo, a Caterpillar aposta na retomada do crescimento, em médio prazo. “A expansão da linha de fabricação não gerou novos empregos, mas manteve os atuais, o que também traz estabilidade a empresa. As carregadeiras são produtos diferenciados que devem ganhar o mercado internacional. Inclusive, um dos modelos é fabricado com base em legislações da América do Norte, do Japão e da Europa”, revela Renosto. Ainda de acordo com o presidente da Caterpillar Brasil, o setor de máquinas, motores e veículos pesados direcionados, principalmente, para a construção civil e mineração, deve crescer 1,5% em todo o mundo, em 2016. Diferente do que era previsto em 2012, quando o mercado projetava que o segmento de máquinas amarelas no Brasil vendesse 60 mil unidades, em 2016, o ano deve fechar com a comercialização de oito mil máquinas. Modelo traz economia As duas novas linhas de carregadeiras trazem seis diferentes produtos que foram implantados na produção da Caterpillar em Piracicaba. As novas séries têm como principais atributos a eficiência do consumo de combustível, de até 15% em comparação aos modelos anteriores, com mais produtividade. Também contam com novas tecnologias de motor, transmissão, eletrônica embarcada e na aplicação – a exemplo da balança que faz a leitura do peso levantado ou transportado pela caçamba. Com valores entre R$ 700 mil e R$ 900 mil, os modelos atendem à legislação do nível de emissão de poluentes e são destinados a clientes dos segmentos de mineração, pedreira e construção pesada.