Queda histórica

Casos de homicídios se mantêm de janeiro a maio de 2023

Índice é um comparativo ao período do ano anterior em Piracicaba

Da Redação
28/06/2023 às 06:58.
Atualizado em 28/06/2023 às 06:58
O ano com mais registros de homicídios foi 2003, com 59 casos (Divulgação)

O ano com mais registros de homicídios foi 2003, com 59 casos (Divulgação)

Piracicaba registrou até maio deste ano 11 casos de homicídio dolosos. No mesmo período do ano passado foram 10. Ao longo de 2022, as ocorrências atingiram 25 crimes do gênero. As informações são da tenente coronel Sílvia, comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar do Interior. Os dados permitem antever, seguindo a mesma rotina dos acontecimentos e com uma projeção simples dos números, um cenário para 2023 equivalente ao mesmo patamar do ano passado.

No entanto, uma análise da série histórica de homicídios dolosos de Piracicaba, dos últimos 23 anos, indica redução de quase 55% dos casos, se considerarmos os crimes ocorridos de janeiro a maio. Até maio de 2001 foram contabilizados 24 casos. A redução é maior se considerado o desempenho anual de 2021 até o fechamento de 2022. 

O ano com mais registros de homicídios foi 2003, com 59 casos, enquanto que o ano de 2022 ocorreram apenas 25, representando uma significativa redução de quase 58%. Ao longo de todo o período avaliado o delito de homicídio doloso apresentou queda constante. 

“Os índices continuam caindo graças a um trabalho intenso de polícia ostensiva, apreensão de armas de fogo e estratégias preventivas”, afirma a comandante.

Os anos em que os casos de homicídios foram mais baixos, considerando de janeiro a maio, são: 2006, com 10 casos; 2008, com 9; 2017, com 5; 2018, com 10; 2020, com 8, e 2022, com 10. 

Segundo ela, a Polícia Militar enfatiza o uso dos sistemas inteligentes e das ferramentas tecnológicas que em muito auxiliam o policiamento e impactam preventivamente na questão da segurança pública.
“Para continuar nesse caminho, a Polícia Militar investirá ainda mais em parcerias com o poder público municipal para alavancar o uso de câmeras de monitoramento, fortalecendo a vigilância através de uma ‘muralha digital’, detalha. 

“O trabalho integrado também com a comunidade tende a fortalecer tais resultados, seja através da participação efetiva nos diversos programas da Polícia Militar (Conseg, Vizinhança Solidária etc), seja através de denúncias pelo telefone de emergência 190 ou através do Disque-Denúncia 181”, conclui.

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