
“A informação e o diagnóstico precoce continuam sendo nossos maiores aliados”, ressalta a oncologista. (Divulgação)
No Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, celebrado nesta quinta-feira (18), a médica oncologista Ana Lúcia Lestner, do Cecan (Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba), alerta para a importância dos exames de rotina no diagnóstico da doença. Segundo a especialista, o tumor renal frequentemente não apresenta sintomas nas fases iniciais e pode ser identificado apenas em exames solicitados por outras razões.
“O câncer renal costuma ser descoberto de forma incidental, durante exames realizados por outros motivos. Isso acontece porque, na maioria dos casos, o tumor cresce sem provocar sintomas nas fases iniciais”, explica a médica.
O câncer de rim acomete principalmente adultos acima dos 50 anos e está associado a fatores de risco presentes em parte expressiva da população, como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial e histórico familiar. Por isso, segundo a oncologista, a ausência de sinais não deve ser interpretada como garantia de ausência da doença.
Responsáveis por filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas do organismo, os rins podem abrigar tumores que evoluem de forma silenciosa por meses ou anos. Quando os sintomas aparecem, a doença pode já estar em estágio mais avançado.
Entre os sinais de alerta estão sangue na urina, dor persistente na região lombar, perda de peso sem explicação, fadiga e redução do apetite. A orientação médica é procurar avaliação profissional diante desses sintomas, especialmente em pessoas com fatores de risco.
Ana Lúcia reforça que o tabagismo segue entre os principais fatores associados ao câncer renal. “O tabagismo continua sendo um dos principais fatores associados à doença. Além disso, obesidade, hipertensão arterial e histórico familiar também merecem atenção especial”, afirma.
A prevenção envolve medidas conhecidas para a redução do risco de diferentes doenças crônicas: manter peso adequado, praticar atividade física, evitar o cigarro e controlar a pressão arterial. Essas condutas não eliminam completamente o risco, mas contribuem para reduzir a exposição a fatores associados ao desenvolvimento da doença.
O tratamento depende do estágio do tumor e das condições clínicas do paciente. A cirurgia permanece como uma das principais formas de abordagem, especialmente nos casos localizados. Em situações mais complexas, terapias-alvo e imunoterapias ampliaram as possibilidades de tratamento na oncologia.
“A informação e o diagnóstico precoce continuam sendo nossos maiores aliados. Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de tratamento eficaz e melhores os resultados para o paciente”, diz a oncologista.
Embora seja menos discutido que outros tipos de câncer, o tumor renal exige atenção justamente pelo comportamento silencioso. A recomendação é manter acompanhamento médico periódico e realizar os exames indicados conforme idade, histórico de saúde e fatores de risco.