Em 2017, a meta da Secretaria de Saúde é imunizar 27 mil animais

A bióloga do CCZ, Regina Lex Engel, vacina cão no bairro Mário Dedini (Antonio Trivelin)
A cadelinha Duda, de sete anos de idade, estava dando o maior baile na sua dona, fugindo da agulha, se desvencilhando da coleira e mostrando os pequenos (e não tão assustadores!) caninos ao agente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Enquanto isso, a fila da cachorrada e dos acuados e desconfiados gatos crescia para a imunização. Esse relato foi no Posto Volante instalado ao lado do Centro Cultural Zazá, localizado no bairro Mário Dedini. No último sábado (4), ocorreu a penúltima etapa da Campanha de Vacinação Antirrábica na zona urbana, quando equipes do órgão da Secretaria Municipal de Saúde atuaram em 18 locais dos bairros Mário Dedini e Bosques do Lenheiro. Em 2017, a meta da pasta é imunizar 27 mil animais (cães e gatos a partir de três meses de idade). Desde o dia 23 de setembro, a Saúde já realizou ações de vacinação em sete sábados, abrangendo diferentes bairros da área urbana. Até a última sexta-feira (3), o total parcial de animais vacinados era 20.912. “Toda Campanha eu trago a Duda, porque é muito importante para a saúde dela e da gente também. Ela está com a carteirinha de vacinação em dia”, disse a autônoma Patrícia Alves Leite, 41 anos de idade, dona da cachorrinha que causou congestionamento no Posto. Na fila, estavam o líder de Produção, Edivaldo Sanrroman, 37 anos de idade, e o filho Emanuel Sanrroman, cinco anos de idade, que aguardavam a vez de imunizar o peludo Bob, simpático cão de um ano e meio de idade. “Essa é uma vacina para ele ficar com saúde”, falou o garoto. Apesar do tamanho do dog argentino, Beethoven, que pesa cerca de 70 quilos, seu tutor, o motorista Angelino Camilo, 41 anos de idade, não teve muito trabalho. O cão chegou no posto volante de focinheira, na caçamba de uma caminhonete. E ali mesmo recebeu a picada, sem reclamar. “Ele é meio bravão, então a gente põe a focinheira por precaução”, contou Camilo. O aposentado Daniel Cristofoletti, 66 anos de idade, e a filha, a professora Michela Cristofoletti, 42 anos de idade, levaram a dupla Cherry e Mel para serem imunizadas. “Vacinamos as duas anualmente”, diz Michela. “Vacinar contra a raiva é uma obrigação de todos aqueles que têm cães”, acrescentou o pai. Já a pequena Poliana Bellotti, seis anos de idade, disse que levou o cão Bob “para tomar vacina porque ele não ficar doente”. A bióloga Regina Lex Engel, do CCZ, informou que até as 10 horas de sábado, cerca de 150 animais já haviam sido imunizados naquele Posto Móvel. “Em 2016, aqui nesse Posto foram vacinados 365 animais, entre cães e gatos. Devemos bater esse número porque a cada ano sempre cresce um pouco a quantidade de animais”, afirmou. Regina lembrou que ao longo da semana a população foi alertada sobre a realização da campanha por meio de carros de som, panfletos em locais públicos e Comércios e por meio da mídia (pública e privada). “Na hora da vacinação o animal tem estar contido pelo dono, para a segurança de todos, do proprietário, do vacinador e do animal, porque se ele se mexer existe, por exemplo, o risco da agulha se quebrar. E animais de grande devem sempre estar com guia, focinheira e enforcador”, observa a bióloga. “E os gatos devem ser levados em caixas de transporte ou em sacos, com aqueles para embalar cebolas, para evitar fugas e possíveis acidentes com o animal, proprietário e vacinadores”, orienta a Secretaria de Saúde. Última etapa No próximo sábado (11), será realizada a última etapa de vacinação contra a raiva na área urbana. A ação ocorrerá na região do distrito de Santa Teresinha e do bairro Parque Piracicaba (Balbo), das 8 horas às 17 horas, informa a Secretaria. A Campanha na zona rural, realizada anteriormente, imunizou 10.141 animais, sendo 8.573 cães e 1.568 gatos.