ORIENTAR E INFORMAR

Caminhada da luta contra a Aids, no Centro da cidade

Iniciativa encerrou atividades da XXXIII Semana Municipal de Prevenção

Juliana Franco
juliana.franco@gazetadepiracicaba.com.br
02/12/2016 às 11:08.
Atualizado em 28/04/2022 às 04:14

Caminhada da Solidariedade percorreu várias ruas na manhã desta quinta-feira (1º) (Christiano Diehl Neto)

Sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 Ao som do grupo 'Bate Lata', da Escola Estadual 'Professora Catharina Casale Padovani', dezenas de pessoas participaram da Caminhada da Solidariedade, na manhã desta quinta-feira (1º), quando foi celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A iniciativa encerrou as atividades da XXXIII Semana Municipal de Prevenção às DST-HIV-AIDS, que teve início no dia 25 de novembro, com o objetivo de orientar e informar a população. "Prevenir é melhor que remediar. O ditado é velho, mas muito válido. As pessoas precisam se conscientizar e entender que sexo tem que ser seguro. A Aids traz diversas consequências e precisamos ter medo dela", afirma a estudante Natália Maria Appel, de 15 anos de idade. Junto com colegas, ela participou da atividade que teve concentração no Largo do Mercado Municipal e, por volta das 9 horas, partiu em direção à Câmara dos Vereadores de Piracicaba. O encerramento foi na praça José Bonifácio, onde ocorreram diversas manifestações, entre elas apresentação culturais, distribuição de panfletos informativos e a realização de testes rápidos com fluido oral. "A Aids leva a outras doenças que podem desencadear na morte. Prevenir é fundamental, mas também é necessário realizar o teste de diagnóstico. Quanto mais cedo a doença é descoberta, melhor a vida destas pessoas", opina a estagiária da Coordenadoria em Programas de Alimentação e Nutrição (Cpan), Julia Justi. Atualmente, 1,8 mil pessoas fazem tratamento com antirretrovirais em Piracicaba. Destes, 44% têm entre 14 e 29 anos de idade, de acordo com dados da entidade. No primeiro semestre de 2016, 11 casos da doença foram registrados em Piracicaba. "A Aids não mata, mas desencadeia outras doenças e efeitos colaterais que podem levar à morte. Além disso, o preconceito mata mais que a Aids", afirma o presidente do Centro de Apoio aos Portadores do Vírus HIV/Aids (Caphiv), Paulo Soares.

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