EM PIRACICABA

Cai risco de morte violenta de adolescentes

O resultado segue tendência de queda apurada na região Sudeste

Adriana Ferezim
adriana.ferezin@gazetadepiracicaba.com.br
17/10/2017 às 09:58.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:46

Dados indicam que 43 mil adolescentes não chegarão aos 19 anos de idade até 2021 (iStock)

Terça-feira, 17 de outubro de 2017 Os riscos de assassinatos de adolescentes de 12 a 18 anos de idade reduziram em Piracicaba. A cidade apresenta um Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) - referente a 2014 - de 0,78 para mil indivíduos nessa faixa etária. Em 2013, o IHA do município era 1,22. O resultado segue tendência de queda apurada na região Sudeste, no Estado de São Paulo e é contrário à tendência de aumento ao risco de mortes violentas identificada em diversas regiões do País. No Brasil, o IHA 2014 é 3,65 para mil adolescentes. Nessa faixa etária, a população de Piracicaba era de 38.103, em 2014, conforme os dados do estudo. O indicador foi divulgado no último dia 14 de outubro e é elaborado pela parceria entre o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj). De acordo com os dados, a expectativa é que em todo o País, 43 mil adolescentes não chegarão aos 19 anos até 2021, se mantida essa tendência de aumento do IHA. “Os assassinatos de adolescentes seguem crescendo no Brasil, sobretudo, nos estados do Nordeste, atingindo, majoritariamente, meninos negros”, afirma o Unicef. Para elaborar o IHA, foram analisados 300 municípios com mais de 100 mil habitantes. “Em 2014, o Estado de São Paulo apresentou índice inferior a dois em quase todos seus municípios. Apenas Tatuí, Taubaté, Guarulhos, São Paulo e Caraguatatuba atingem a faixa entre dois e quatro”, diz o estudo. Redução Com o IHA 0,78, o número total esperado de mortes violentas dos adolescentes de 12 a 18 anos de idade em Piracicaba, é quatro. No ano anterior, em 2013, a expectativa era de seis mortes. Desde o início da pesquisa, em 2005, Piracicaba mantém o índice entre menos um e um, com exceção de 2008, que subiu para 2,08 mortes violentas de adolescentes por mil. O melhor resultado foi obtido em 2012, quando a cidade reduziu o IHA para 0,51.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Gazeta de Piracicaba© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por