OS EMPREENDEDORES

Cadastros dos MEIs crescem 23% em 12 meses

Passou de 11.201 no dia 31 de outubro de 2015 para 13.788 em 2016

Juliana Franco
juliana.franco@gazetadepiracicaba.com.br
24/11/2016 às 11:53.
Atualizado em 28/04/2022 às 04:15

Thais Camargo se cadastrou no MEI ano passado (Divulgação)

(Data - Quinta-feira, 24 de novembro de 2016) Para atender as exigências do mercado de trabalho, a chef de cozinha Thais Camargo se cadastrou no MEIs (Microempreendedores Individuais), em 2015. “Quando fui procurar emprego para atuar como professora em uma escola de Gastronomia, me informaram que o contrato era feito apenas por serviço. Foi, então, que aderi ao MEI”, revela. A profissional não está sozinha. Piracicaba registrou, nos últimos 12 meses, uma média de sete novos cadastros de MEIs (Microempreendedores Individuais) por dia - 210 ao mês. Dados do Sebrae-SP apontam crescimento de 23% no total de empreendimentos - passou de 11.201 no dia 31 de outubro de 2015 para 13.788 em 31 de outubro deste ano, total de 2.587 novas empresas. Em 2016, a Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (Semtre) contabilizou 9.562 atendimentos relacionados à MEIs, entre janeiro e outubro. Deste total, 707 foram de abertura de empresa, 545 alterações ou regularizações e 244 baixas. Para Thais, a adesão ao MEI trouxe vantagens como, por exemplo, o convênio médico e a junção a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba). “Além disso, por meio de um recolhimento de imposto mensal, tenho auxílio em caso de doenças ou de gravidez”, conta. Dados Do total de microempreendedores cadastrados na cidade, a atividade de cabeleireiro é a que tem maior número de profissionais, total de 1.228 MEIs, seguida de comércio varejistas de artigos do vestuário e acessórios (1.209), obras de alvenaria (715) e outras atividades de tratamento de beleza (402). “Diante do atual cenário, houve aumento do empreendedorismo por necessidade do mercado. Por isto, o Sebrae-SP apoia as iniciativas empreendedoras”, afirma o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. Muito além dos benefícios que o programa oferece, a recessão econômica e as altas taxas de desemprego tem sido determinantes para esse crescimento exponencial dos MEIs. Caetano diz que trabalhar por conta própria ou abrir pequenos comércios é a saída encontrada por muita gente que não consegue voltar à carteira assinada. Para esse tipo de trabalhador, o MEI é vantajoso, já que ele deixa o mercado informal e recebe, entre outros benefícios trabalhistas, a oportunidade de contribuir para sua futura aposentadoria. Microempreendedor Individual também se torna um pequeno empresário e passa a possuir um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), mas para se encaixar no programa, o faturamento anual tem de ser abaixo de R$ 60 mil - média de R$ 5 mil/mês.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Gazeta de Piracicaba© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por