EM SÃO PEDRO

Bombeiros salvam uma criança de engasgo

Bebê de 22 dias passou mal depois de tomar chá, mas foi reanimado

Ana Cristina Andrade
ana.andrade@gazetadepiracicaba.com.br
05/03/2018 às 09:55.
Atualizado em 19/04/2022 às 01:14

Segunda-feira, 5 de março de 2018 Dez horas da noite da última segunda-feira, dia 26 de fevereiro. O cabo Félix, do Corpo de Bombeiros, de São Pedro (SP), atendeu ao telefone de emergência - 193. Do outro lado da linha, um tio do pequeno, Lucca dos Santos Vieira, que naquele dia, completava 22 dias de vida, pedia ajuda porque o menino estava afogado após ter bebido chá. Ele disse, ainda, que a criança estava roxa e não respirava mais. Enquanto passava orientações por telefone, para o tio tentar desengasgar o menino, Félix acionou o sinal de emergência do quartel para que a equipe de resgate fosse à residência.  Chegaram ao local, que não é muito distante, o sargento Bozeli e os soldados Albino e Serinoli. Bozeli tomou as crianças nos braços e a virou de bruços, colocou os dedos na boquinha dela e deu os cinco tapinhas nas costas. É a chamada manobra de Heimlich. “O bebê estava cianótico mesmo (roxo) e bem molinho. O Albino apoiou a cabecinha dele e quando dei o quinto tapinha, percebi que ele desafogou. Como tinha colocado o dedo na boquinha dele, ao voltar ao normal, começou a sugar meu dedo como se quisesse mamar”, declarou o sargento. Lucca foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento da cidade para exame de Raio-X, mas já está em casa. Bozelli disse que os bombeiros sempre dão palestras sobre essa manobra para que as pessoas façam, em caso de engasgo. Os pais do menino, Daiane Aparecida dos Santos e Alex dos Santos Vieira, já haviam feito o curso. Porém, segundo ela, o nervosismo era tanto que eles não conseguiram executar a manobra. “Tanto eu quanto meu marido já passamos por vários treinamentos, mas quando ocorre com alguém da nossa família, parece que esquecemos tudo o que aprendemos e não conseguimos fazer nada”, disse. Daiane contou que este dia estava na casa de seus pais. “Meu irmão Emerson José dos Santos pediu para eu chamar uma ambulância na hora, mas uns dias antes eu tinha visto uma moça, na internet, compartilhando uma lembrança de um ano atrás onde os bombeiros aqui de São Pedro haviam salvo outra criança, e liguei para eles”, declarou. “Eu estava tão nervosa que não conseguia entender o que o atendente falava, então passei o telefone para meu irmão. Fui à casa de uma vizinha que é enfermeira, mas ela não estava. Nisso meu pai e meu marido não conseguiam fazer a manobra. Ao falar com o cabo Félix, meu irmão desligou o telefone e foi fazendo o que ele havia dito. Rapidamente os bombeiros chegaram e fizeram o procedimento”, acrescentou. “No outro dia, aconteceu novamente. Mas, como meu irmão estava em casa é já sabia realizar a manobra, fez e conseguiu voltar o meu bebê. Quando o sargento Ricardo chegou ele já havia voltado ao normal”, explicou.  Daiane disse que acha importante divulgar este tipo de acontecimento. “As pessoas precisam conhecer a manobra e saber que, nessas horas, é essencial. Não tenho como agradecer o que eles fizeram”, completou. Ela levou o filho ao médico e aguarda exames para saber o motivo dos engasgos.

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