As motos foram o meio de transporte mais comum utilizado

Administração pública e Forças de Segurança debateram mortes no trânsito (Felipe Ferreira)
Terça-feira, 20 de março de 2018 Reunião realizada na manhã desta segunda-feira (19), no prédio do Centro Cívico (sede da Prefeitura), debateu o trânsito de Piracicaba e as ações que serão adotadas para reduzir o número de acidentes e, consequentemente, de óbitos decorrentes das colisões. O encontro, coordenado pela Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes), contou com as presenças das Forças de Segurança e Serviços relacionados ao Trânsito, entre eles, a Guarda Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Estadual e o Detran. Também presente no evento, integrantes do 'Movimento Paulista de Segurança no Trânsito' apresentou estatísticas - baseadas em levantamentos do 'Programa Infosiga', referentes às ocorrências registradas nos perímetros urbano e rodoviário de Piracicaba. Os dados apontam que, ao longo de 2017, foram registrados 61 óbitos decorrentes de acidentes de trânsito no município, número 45,2% superior ao verificado em 2016, quando houve 42 mortes. No ano passado, as motos figuraram como o meio de transporte mais comum utilizado pelas vítimas, concentrando 19 mortes - ou 31% dos casos. Paralelamente, o 'Movimento Paulista de Segurança no Trânsito' mostra que, nos primeiros meses de 2018, Piracicaba retomou o padrão de ‘normalidade’ se adequando ao patamar tido como adequado pelo programa. De janeiro até a primeira quinzena de março houve sete óbitos, número que é fixado como compatível ao porte do município, frota em circulação e comportamento verificado em anos anteriores. De acordo com Jorge Akira, secretário de Trânsito, sempre que ocorre um acidente com vítima fatal o município analisa o caso a fim de verificar a necessidade de intervenções que evitem novos episódios. “Os dados apontam que 100% das 61 mortes registradas em Piracicaba, no ano passado, ocorreram por razões alheias ao Departamento de Trânsito. Isso significa que em todos os casos houve a incidência de um ou mais fatores como imperícia do condutor, falha mecânica ou abuso de velocidade. Ou seja, nenhum deles foi causado por problemas de sinalização, visibilidade ou pavimentação”, afirmou. Ainda assim, Akira destacou as ações contínuas mantidas pelo município para reduzir os acidentes. “Além de campanhas, realizamos permanentemente melhorias nas vias e sinalização, pois é dever do poder público baixar cada vez mais estas ocorrências”, disse. Segundo Paula Quiroga, consultora do 'Movimento Paulista de Segurança no Trânsito', Piracicaba deve atuar para manter o número de acidentes dentro do patamar atual, que se encontra dentro do esperado (sete casos em 2018). “Sabemos que o ideal seria zerar o número de mortes, mas isso é algo irreal. Então, é preciso trabalhar dentro do contexto do município para diminuir os acidentes e, consequentemente, reduzir o número de mortes, como foi verificado desde a virada do ano”, relatou a consultora.