A MENOR DO ESTADO

Área da Diretoria Regional de Saúde tem poucos leitos

A análise foi divulgada pelo prefeito Barjas Negri (PSDB)

Adriana Ferezim
23/05/2017 às 11:10.
Atualizado em 28/04/2022 às 03:18
Falta de leitos hospitalares foi tema de reunião do Aglomerado Urbano (Antonio Trivelin)

Falta de leitos hospitalares foi tema de reunião do Aglomerado Urbano (Antonio Trivelin)

Terça-feira, 23 de maio de 2017 A região de Piracicaba tem a menor taxa de leitos hospitalares para o Sistema Único de Saúde (SUS) entre todas as 17 Diretorias Regionais de Saúde (DRS) de Piracicaba. Nas 26 cidades que integram a DRS-X Piracicaba, há 14 hospitais. Nela, a taxa é de 0,89 leitos SUS para mil habitantes. Considerando também os particulares, a taxa sobe para 1,31 leito a cada mil habitantes, conforme estudo da Secretaria de Estado de Saúde de 2011. A análise foi divulgada pelo prefeito Barjas Negri (PSDB), na semana passada, quando foi eleito presidente do conselho do Aglomerado Urbano de Piracicaba. “A Saúde será um dos temas principais que vamos discutir entre os prefeitos da nossa região, principalmente a falta de leitos”, afirmou. O estudo indica que a DRS-X tinha em 2011, ao todo, 1.856 leitos, sendo 1.258 para o SUS e o total de habitantes era 1,4 milhão. A DRS com mais leitos SUS, no Estado, é a de Barretos, com 2,06 por mil habitantes. As DRS que também têm menos de um leito por mil habitantes são Campinas (0,93), e Sorocaba (0,96). Segundo ele, o estudo elaborado pelo Estado foi realizado após sua tomada de decisão para construir o Hospital Regional, em 2009. “Nós já tínhamos a percepção da necessidade de ter um hospital regional para elevar o número de leitos e a pesquisa confirmou nossa previsão. Quando ele estiver em operação, com 126 leitos, teremos um incremento de 20% a 25% de leitos”. Sobre o estudo ser de 2011, Barjas disse que o panorama atual dos hospitais não é muito diferente. “A realidade atual mostra mais leitos fechando do que abrindo. Isso porque a tecnologia avançou, auxilia na saúde e reduziu o tempo de ocupação por leito. Há 40 anos, após o parto, o período de internação era de sete dias. Hoje são dois, três no máximo”, citou como exemplo. Por outro lado, há o envelhecimento da população. Para o secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, leito hospitalar é o ponto central que pode comprometer todo o trabalho realizado na Atenção Básica. “Sem essa retaguarda, não conseguimos cumprir a nossa missão de assistência em saúde. Nas décadas de 1980 e 1990, o Ministério da Saúde (MS) preconizava um leito para cada mil habitantes. Hoje, são 2,5 por mil habitantes, o que exige ampliação expressiva dos recursos para a Saúde. Diversos fatores têm provocado essa situação. Um deles é o envelhecimento populacional. Os idosos ficam mais doentes e permanecem por mais tempo internados. Há, mais recentemente, a crise econômica, que reduz a arrecadação municipal e gera desemprego, forçando a migração em escala de usuários de planos privados para o SUS”, afirmou. Mello ressaltou ainda que há uma crise regional, decorrente da mesma crise nacional. “As prefeituras estão com dificuldade para manter suas estruturas hospitalares por falta de recursos financeiros. Com isso, enviam seus pacientes para serem atendidos em Piracicaba, que é uma referência regional em média e alta complexidade. Por outro lado, Piracicaba recebe há anos o mesmo volume de recursos do MS. Sendo assim, a dificuldade do setor público para atender essa demanda ampliada só aumenta. O enfrentamento desse problema deve ser feito conjuntamente, envolvendo todos os prefeitos da região. É esse diálogo, visando um novo pacto para atendimento em Saúde, que o prefeito Barjas Negri pretende aprofundar com os gestores públicos do Aglomerado Urbano", disse Mello.

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