Levantamento do Instituto Indsat mostra avanço na avaliação dos moradores, mas serviço ainda segue em grau médio de satisfação
Prefeito Helinho Zanatta em visita às obras de ampliação da ETA Capim Fino (CCS)
A avaliação dos moradores sobre a qualidade da água distribuída em Piracicaba melhorou na pesquisa mais recente do Instituto Indsat, divulgada em maio de 2026. Segundo o levantamento, a aprovação chegou a 52,5%, o maior índice dos últimos 18 meses.
O resultado representa alta de 11,9 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, feita em fevereiro, quando a aprovação era de 40,6%. Desde janeiro de 2025, quando o índice estava em 40,8%, a avaliação positiva apresenta avanço no comparativo divulgado pelo instituto.
A pesquisa mede a satisfação da população com o serviço, e não substitui análises técnicas ou laboratoriais sobre a qualidade da água. O dado, portanto, mostra melhora na percepção dos moradores sobre o abastecimento.
A rejeição também caiu. As avaliações negativas passaram de 30,9%, em fevereiro, para 24,8% em maio, menor patamar da série recente acompanhada pelo instituto. Dentro desse percentual, 15,1% dos entrevistados avaliaram o serviço como ruim e 9,7% como péssimo.
Na pontuação geral do Indsat, a qualidade da água em Piracicaba chegou a 643 pontos. O índice mantém o serviço no Grau Médio de Satisfação. Apesar da melhora, a cidade ainda ficou abaixo da média das cidades de grande porte, que foi de 669 pontos.
A Prefeitura atribui a melhora na percepção da população aos investimentos feitos no sistema de abastecimento desde o início de 2025. Entre as ações citadas estão a limpeza dos tanques da ETA II Luiz de Queiroz, a modernização da estação, troca de redes antigas, implantação de novas adutoras, reservatórios e sistemas de controle do abastecimento.
Segundo a administração municipal, a força-tarefa na ETA II foi realizada após a identificação de acúmulo de lodo nos tanques, problema que afetava a produção de água tratada e provocava interrupções no abastecimento de cerca de 120 mil moradores.
A Prefeitura informou que a modernização da ETA II Luiz de Queiroz recebeu mais de R$ 9 milhões em investimentos, com novos decantadores, substituição de materiais filtrantes e sistemas automatizados. Também foram iniciadas obras que, somadas, ultrapassam R$ 70 milhões, incluindo intervenções em adutoras, reservatórios, redes antigas, geofonamento, Estação de Tratamento de Lodo e ampliação da ETA Capim Fino.
De acordo com o Semae, outros R$ 120 milhões já estão contratados para obras com execução até 2028. A lista inclui novas adutoras, ampliação da reservação e reforço no sistema de distribuição de água.
O prefeito Helinho Zanatta afirmou que os investimentos buscam reduzir problemas históricos no abastecimento. “Quando assumimos a Prefeitura encontramos um sistema de abastecimento que enfrentava problemas históricos e colocava milhares de famílias em situação de insegurança hídrica. Desde então, estamos fazendo os maiores investimentos das últimas décadas em saneamento”, disse.
O presidente do Semae, Ronald Pereira, afirmou que a melhora na avaliação reflete a recuperação de estruturas do sistema. “Recuperamos estruturas que há muitos anos necessitavam de investimentos, modernizamos o sistema e seguimos executando um planejamento robusto para garantir água com qualidade, regularidade e segurança para toda a população”, declarou.
A Prefeitura também informou que trabalha para viabilizar cerca de R$ 350 milhões em novos investimentos estruturantes e mais R$ 250 milhões por meio do PAC, do Governo Federal. Os projetos incluem ampliação da ETA Capim Fino, novos reservatórios e novas adutoras.