Recipientes, charmosos, foram feitos de fibras de madeira e resinas
Terça-feira, 5 de dezembro de 2017 Um grupo de 40 adolescentes de Piracicaba assistidos pelo Seame (Serviço de Apoio ao Adolescente com Medida Socioeducativa) confeccionou 150 caixas de MDF, que são recipientes feitos de fibras de madeira com resinas sintéticas. Eles começaram a decoração das caixas em agosto e, nesta segunda-feira (4), o padre Kléber Danelon começou a distribuí-las para a imprensa. Ele visitou a Gazeta, acompanhado de Rosiley Lourenço e Paula Elisa Vaz Rissatto Françóia, da Assessoria de Comunicação da Diocese. Foram recepcionados pelos editores, Angela Furlan e Joacir Cury. O Seame é um projeto social da Diocese de Piracicaba, administrado pela Pasca (Pastoral do Serviço da Caridade). Danelon disse que as caixas decoradas são presentes para a imprensa de Piracicaba e região. Ao todo, o Seame atende a 280 adolescentes de ambos os sexos. A confecção foi uma sugestão da Assessoria de Comunicação da Diocese e do Seame. O padre explicou que o trabalho dos adolescentes é uma forma de estimular a autoestima dos meninos e meninas que passam pelo processo socioeducativo. Ele lembrou que são adolescentes vítimas dos desajustes sociais que atingem também suas famílias. O religioso lembrou também que oficinas como estas, de artesanato, também significam uma possibilidade de renda e de até uma profissão. "Um jovem infrator também tem algo dentro dele. Tem emoção e conteúdo", disse o padre. Em relação ao Natal, ele lembrou que nessa época do ano muitas pessoas começam a fazer uma reflexão de como foram os 12 meses. E que é comum surgirem lembranças das coisas que não deram certo. "Mas é importante se recordar também dos acontecimentos positivos, das coisas bonitas que aconteceram", declarou o padre. Os adolescentes do Seame também fazem parte do Projeto Preventivo 'Semente do Futuro'. "Propomos a ideia aos adolescentes que participam das oficinas de artes manuais e a aceitação foi imediata", disse, nesta segunda-feira, a psicóloga Maísa Santiago, orientadora de medidas socioeducativas do Seame. Ela contou que o grupo participou de todo o processo de confecção das caixinhas. "Tiveram a oportunidade de trabalhar coletivamente. Foi o ato de fazer algo para o próximo", disse ela. O Seame contou com o apoio da Raízen que doou peças artesanais para decorar as caixinhas. Os adolescentes participaram de todo o processo de criação, segundo Maisa. "As pessoas que receberão essas caixas, receberão objetos únicos que estão carregados de emoção, carinho e conquistas", disse a coordenadora-técnica do Seame, Maria do Carmo Righeto.