Processos de outros 10 réus estão pendentes no Tribunal de Justiça
Sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 Dezesseis anos de reclusão. Essa foi a sentença anunciada por um júri popular, no Fórum de Piracicaba, na tarde desta quinta-feira (8), a M.R.V.S, 32 anos de idade, tido como um dos 11 participantes do atentado contra o cabo L.M.S., da Polícia Militar de Piracicaba, em agosto de 2014. Naquela ocasião, o policial foi atingido por um tiro na nuca, na porta de um estabelecimento comercial localizado no bairro Jaraguá. Após a tentativa de execução, o militar foi internado em estado grave, ficou por algum tempo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e sobreviveu. Segundo o promotor de Justiça, Luciano Gomes de Queiroz Coutinho, os envolvidos, que pertencem a uma facção criminosa, receberam ordens de um líder do grupo para executar policiais militares - independente de quem fosse -, como vingança pelas mortes (em confronto com a PM) de outros integrantes. Em junho de 2014, foi assassinado um sargento, na porta de uma lanchonete do Bairro Alto. Dois meses depois, houve a tentativa de assassinato do cabo L.M.S. Este, segundo Coutinho, foi o primeiro julgamento dos réus denunciados pela Promotoria - os processos dos demais, por causa dos recursos, estão pendentes no Tribunal de Justiça. Participação indireta De acordo com Coutinho, não foi M.R.V.S. quem atirou na nuca do PM. “Ele auxiliou no delito, ajudando o executor a conseguir a arma de fogo por ele usada". "Considero essa condenação importante, pois transmite a mensagem de que todos, que de qualquer forma participam de um crime como esse, respondem por ele. Não apenas quem efetua o disparo”, explicou. Respeito às leis O promotor disse que a condenação desta quinta-feira foi uma vitória da sociedade, de quem defende o respeito às leis e aos policiais militares. “Essa condenação foi feita pela sociedade, pelo Tribunal do Júri formado por pessoas do povo, e reflete essa consciência da população de que também precisa proteger os policiais e não admite que se atente contra a vida de quem se dedica, diariamente, a nos proteger”, completou. Recurso O advogado de M.R.V.S. poderá recorrer da sentença. O julgamento, que durou pouco mais de cinco horas, foi presidido pela juíza, Fabíola Giovanna Barrea Moretti.