A SOLIDARIEDADE

Ação rápida da PM salva bebê, vítima de engasgo

A emoção tomou conta; menino, de 41 dias de vida, passa bem

Ana Cristina Andrade
23/04/2018 às 10:02.
Atualizado em 18/04/2022 às 23:24

Segunda-feira, 23 de abril de 2018 Às 12h30 da última segunda-feira (16), o trânsito na região da avenida Independência estava uma "loucura". Pelo local, uma viatura do Canil do 10º Batalhão fazia patrulhamento de rotina. De repente, surge um comunicado, via rádio, dando conta de que um recém-nascido, de 41 dias de vida, engasgara com leite. Do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), já havia um atendente passando as orientações para a mãe, Aneele Maria Moreira Tranquilin. A ideia era que a viatura que estivesse mais próxima chegasse primeiro à casa. Foi o que aconteceu com a equipe de Canil, composta pelo cabo Guerra e pelos soldados Meneghetti e Pizzol (feminino), cuja viatura que ocupavam estava na região do bairro Jardim Elite. Pizzol, que tem 25 anos de idade e está na corporação desde 2015, era quem dirigia o veículo e seguiu para a residência, no bairro dos Alemães. "Tínhamos de chegar logo, enfrentar aquele trânsito todo, tomando cuidado para não atropelar pedestres ou nos envolver em acidentes", contou. Chegando à casa, localizada à rua Manoel Ferraz de Arruda Campos, Pizzol deu conta de que sua equipe era a primeira a estacionar ali. "Pensei: agora é comigo. Entrei, tomei o Enrico nos braços e comecei a manobra de Heimlich", explicou. Esse procedimento consiste em virar a criança de bruços, apoiar sua cabecinha em uma das mãos, mantendo o bebê um pouco inclinado para baixo e dar cinco tapinhas leves nas costas. A orientação é que a pessoa não bata com força porque, no desespero, pode machucar a coluna vertebral da criança. Em poucos segundos, de acordo com Pizzol, Enrico deu sinal de vida. "Ao ter certeza de que ele estava bem, o devolvi para a mãe. Depois, me deu até tremedeira porque a adrenalina foi baixando", disse. É que, apesar de ter dois filhos - com seis e oito anos de idade - Pizzol não havia se deparado, ainda, com uma situação como essa. Em fevereiro, participou de ocorrência semelhante, mas a manobra fora feita pelo tenente Pansonato. Enrico passou por exames de rotina e já está em casa. Na última quarta-feira (18), Pizzol, com os cabos Guerra e Juliano, foram visitá-lo. Levaram uma lembrança para ele. "Foi obra de Deus eu ter salvado essa criança. Jamais poderei esquecer daquele que me guia e me usou como um instrumento dele naquela hora", falou a soldado. Primeira ocorrência O cabo Guerra, de 31 anos de idade, há oito anos na PM, não tem filhos e disse que foi sua primeira ocorrência desta natureza. "Quando a gente recupera um bem material já é gratificante, mas, salvar a vida de um anjinho de 41 dias de idade, não há palavras para descrever a sensação de dever cumprido", declarou. "Quero, somente, agradecer a Deus por poder estar próximo no momento da solicitação e por minha parceira de viatura ter conseguido fazer a manobra", completou. Os PMs tiveram apoio dos soldados Carneiro e Vanessa.

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