No Brasil, o projeto ocorre desde 2015, através da iniciativa de uma ONG
Sexta-feira, 5 de janeiro de 2018 Campinas (SP) recebeu, na tarde desta quinta-feira (4), no Largo das Andorinhas, no Centro daquela cidade, a terceira edição da 'Maratona do Abraço (Free Hugs)'. A iniciativa, social e mundial, busca distribuir abraços espontâneos e gratuitos, em espaços públicos, com o objetivo de surpreender e tirar as pessoas da rotina do dia a dia. O evento teve duração de três horas, das 14 horas às 17 horas, e contou com, ao menos, 15 cartazes. No Brasil, o projeto ocorre desde 2015, através da iniciativa da ONG 'Amor em Movimento'. Nesta quinta-feira, as cidades de Uberlândia (MG), Florianópolis (SC), Brasília (DF), Salvador (BA) e Curitiba (SC), também participaram da ação. No Rio de Janeiro, a festividade foi cancelada por conta da chuva. As últimas edições, em Campinas, ocorreram nos meses de outubro e novembro do ano passado, respectivamente. A coorganizadora da etapa, Shirley Vivaldini, explicou que a ONG trabalha com temáticas holísticas, capazes de despertar na sociedade o sentimento de doação ao próximo. “Nós acreditamos que pequenas ações podem mudar o mundo. Quando estendemos um cartaz pedindo um abraço, algumas pessoas olham meio torto, outras dão risada e outras choram. É exatamente isso que queremos que elas sintam, porque que no meio de tanta correria, muitas vezes, nós deixamos de nos preocupar com nós mesmos e com o próximo”, contou. De acordo com a coorganizadora, os cartazes que os voluntários seguraram durante a ação foram feitos pelos alunos do Colégio Photon. “Meu filho estudou lá. Entrei em contato com a diretora e ela gostou da iniciativa. Desde a segunda edição da Maratona, os alunos do período integral do colégio tem nos ajudado”, explicou Shirley. Ela informou, ainda, que a ONG tem o interesse de realizar o evento todos os meses. “Queremos que a Maratona do Abraço aconteça uma vez por mês aqui em Campinas. A nossa primeira edição foi em outubro; a segunda foi em novembro e, só não fizemos a terceira, em dezembro, por conta das festividades de fim de ano”, ressaltou. A enfermeira Raquel Azevedo, de 45 anos de idade, participou pela primeira vez do movimento. Ela foi convidada pela organização do evento e aproveitou para levar a filha Victória, de seis anos de idade. A mãe elogiou a iniciativa. “Foi tudo muito gostoso. Minha filha segurou os cartazes e foi abraçada por muitas pessoas. Eu confesso que a gente não esperava encontrar tanto carinho em um só lugar. Foi uma experiência diferenciada”, disse.