
O exame identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, alterações frequentemente relacionadas a casos hereditários da doença (Divulgação)
O Sistema Único de Saúde passará a oferecer teste genético para mulheres com câncer de mama. O exame identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associadas a casos hereditários da doença, e poderá orientar decisões sobre tratamento, acompanhamento clínico e rastreamento de familiares.
A incorporação foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria SCTIE/MS nº 25, de 11 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 13 de maio. A rede pública terá prazo de até 180 dias para implementar a oferta do exame.
O teste será feito por sequenciamento de nova geração, técnica conhecida pela sigla NGS. O método analisa fragmentos de DNA e permite identificar variantes genéticas ligadas ao risco hereditário de câncer de mama. Na prática, o resultado pode ajudar a equipe médica a definir condutas mais individualizadas para cada paciente.
Segundo relatório da Conitec, alterações em genes como BRCA1 e BRCA2 aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença, especialmente em pessoas com histórico familiar de câncer de mama, ovário, tuba uterina, peritônio, próstata ou pâncreas. O documento também aponta que a identificação dessas alterações pode indicar exames mais frequentes, tratamentos específicos e, em alguns casos, cirurgias preventivas.
Antes da incorporação, o teste genético e a avaliação de risco por análise de DNA eram realizados principalmente em clínicas particulares, em pesquisas ou na saúde suplementar. Com a decisão, o SUS passa a incluir uma tecnologia ligada à medicina de precisão no atendimento a mulheres com câncer de mama.