MUNDIAL

Natura volta à lista das 10 empresas mais inovadoras

Outras duas empresas brasileiras aparecem na lista da Forbes: BRF (39º) e Ultrapar Participações (55º)

14/08/2013 às 16:51.
Atualizado em 27/04/2022 às 15:45

A brasileira Natura retornou ao seleto grupo das 10 empresas mais inovadoras do mundo, segundo a lista anual divulgada nesta quarta-feira pela revista Forbes, que é dominada pelos Estados Unidos. Outras duas empresas brasileiras aparecem entre as 100 incluídas na lista da Forbes: o grupo de alimentos e bebidas BRF (39º lugar) e o conglomerado especializado na distribuição de combustíveis e logística Ultrapar Participações (55º). O ranking é liderado pela Salesforce.com, empresa de armazenamento de dados na internet para empresas, com sede em São Francisco, que permanece no primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo. Em seguida aparecem outras empresas americanas: a biofarmacêutica Alexion Pharmaceuticals (2º), a também fornecedora de serviços de "computação na nuvem" VMware (3º) e a biofarmacêutica Regeneron Pharmaceuticals (4º). A primeira empresa não americana da lista é britânica ARM Holdings, dedicada a microprocessadores e software, no quinto lugar. A Natura Cosméticos, que atua no setor de produtos de beleza, higiene pessoal e fragrâncias, aparece na 10ª posição da lista (www.forbes.com/innovative-companies), depois de ter ficado de fora no ano passado. Fundada em 1969 e presente em vários países latino-americanos e europeus, com valor de mercado de 10,54 bilhões de dólares, segundo a Forbes, a Natura apareceu em oitavo lugar em 2011. Quanto à BRF, surgida em 2009 a partir da fusão da Sadia e Perdigão e presente em mais de 120 países com um valor de mercado de 19,25 bilhões de dólares, avançou quinze posições na lista. Já a Ultrapar Participações, que não apenas distribui combustíveis por meio das estações de serviço Ultragaz e Ipiranga, mas também gás liquefeito a 10 milhões de lares, manteve a mesma posição do ano passado. A Ultrapar tem um valor de mercado de 11,4 bilhões dólares e conta com cerca de 9.000 funcionários. Uma lista sem o Facebook Para serem incluídas na lista, as empresas precisam ter um histórico de sete anos de dados financeiros públicos, valor de mercado de mais de 10 bilhões de dólares e um piso de investimento no setor de pesquisa e desenvolvimento. Esta é a razão pela qual a rede social Facebook não aparece no ranking, enquanto a Apple está apenas na 79º posição. A lista não considera bancos, companhias de mineração ou do setor de energia, cujo valor de mercado está mais ligado ao preço das matérias-primas que à inovação. Das potências emergentes BRICS, além do Brasil, a China possui cinco empresas na lista e a Índia, três. Os outros dois países do grupo, Rússia e África do Sul, não aparecem na lista. Um total de 36 empresas europeias estão presentes, entre elas a espanhola do setor de biotecnologia Grifols (25º lugar). Os Estados Unidos aparecem 39 vezes e o Japão ocupa o segundo lugar com 11 empresas, superando de forma individual os europeus.

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