Saúde

Alimentação equilibrada pode ajudar na fibromialgia

Nutricionista orienta quais alimentos favorecem controle da doença e quais devem ser consumidos com cautela

Da Redação
23/07/2026 às 07:35.
Atualizado em 23/07/2026 às 07:35
Nutricionista Renata Forti diz que plano alimentar adequado pode reduzir os sintomas da doença (Divulgação)

Nutricionista Renata Forti diz que plano alimentar adequado pode reduzir os sintomas da doença (Divulgação)

Dores diárias e generalizadas pelo corpo, fadiga extrema, sono não reparador, sensibilidade ao toque e intestino irritado. Esses são apenas alguns dos sintomas enfrentados por pessoas que convivem com a fibromialgia.

Embora a doença não tenha cura, muitos de seus sintomas podem ser amenizados por meio de uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades individuais de cada paciente. A afirmação é da nutricionista Renata Forti, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia. Segundo a especialista, a alimentação exerce influência direta sobre mecanismos do organismo relacionados à fibromialgia.

"Os alimentos têm grande impacto sobre o sistema neuroendócrino. Pessoas com fibromialgia costumam apresentar inflamação crônica de baixo grau, alterações intestinais, dores de cabeça, estresse oxidativo - associado à fadiga e à dor -, além de outros fatores que podem ser modulados pela alimentação. Com um plano alimentar adequado, é possível reduzir significativamente esses sintomas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida", explica.

Renata, que convive com a fibromialgia há mais de 20 anos, destaca que alguns alimentos podem intensificar os sintomas da doença e, por isso, devem ser consumidos com cautela ou evitados. Entre eles estão produtos à base de farinhas refinadas, alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas, bebidas alcoólicas, açúcares e alimentos ricos em FODMAPs, grupo de carboidratos fermentáveis que pode provocar desconfortos intestinais em pessoas sensíveis.

De acordo com a nutricionista, o glúten, a lactose e os alimentos ricos em FODMAPs podem interferir na saúde da microbiota intestinal, provocando alterações que repercutem no sistema neuroendócrino e podem contribuir para a piora dos sintomas da fibromialgia. "Esses alimentos podem favorecer processos inflamatórios no organismo. Além disso, o açúcar e o álcool aumentam a fadiga, prejudicam a qualidade do sono e reduzem a disposição, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida de quem convive com a fibromialgia", afirma.

Ainda segundo a profissional, estudos apontam que uma alimentação rica em determinados nutrientes pode contribuir para o controle dos sintomas da fibromialgia. Entre eles está o triptofano, aminoácido precursor da serotonina e da melatonina, hormônio associado à qualidade do sono. Esse nutriente pode ser encontrado em alimentos como ovos, peixes, leite, banana, aveia e castanhas.

Também se destacam os alimentos ricos em magnésio, como espinafre e sementes, e em ômega-3, presente principalmente em peixes como salmão, sardinha e atum, além de chia e linhaça. "Esses nutrientes, entre outros, têm apresentado resultados promissores na melhora da qualidade de vida de pessoas com fibromialgia, quando associados a uma alimentação equilibrada e ao tratamento adequado", ressalta.

A nutricionista reforça que, além da alimentação adequada, as pessoas que convivem com fibromialgia precisam de acompanhamento multidisciplinar, envolvendo médicos especialistas, como reumatologistas, profissionais do movimento, como fisioterapeutas e educadores físicos, e especialistas em saúde mental, como psicólogos.

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