Economia

Tarifa adicional de 25% dos EUA prejudica competitividade e ameaça exportações, avalia CNI

Estadão Conteúdo
16/07/2026 às 10:28.
Atualizado em 16/07/2026 às 10:36

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que acompanha com preocupação a nova rodada de tarifas sobre exportações brasileiras. Segundo a entidade, a sobretaxa agrava um cenário e amplia a insegurança para empresas dos dois países.

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 Estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

As exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões, desde 2025 com o tarifaço. A retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço. Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.

Segundo levantamento da CNI, os Estados com mais participação de exportações para os EUA são Sergipe (52,3%), Ceará (33,4%), Espírito Santo (27,5%) e São Paulo (17,1%). Juntos, eles exportaram US$ 7,8 bilhões para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026.

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