A eliminação do Brasil e do México nas oitavas de final ontem à noite da Copa do Mundo pode ter efeito negativos para os resultados da AB Inbev (ABI) e Heineken, avaliou o Morgan Stanley. No caso da seleção brasileira, o banco viu a realidade divergir "significativamente" das expectativas.
"Identificamos um risco potencial para a demanda do terceiro trimestre da ABI e da Heineken após a eliminação do Brasil e do México nas oitavas de final ontem à noite, dada a nossa avaliação de que o aumento no volume de vendas de cerveja concentra-se nas seleções que avançam para as fases finais do torneio", escreveram analistas do banco em relatório.
"As expectativas se desviaram de forma relevante para o Brasil, e em menor medida para o México", escreveram os analistas. No início de junho, esperava-se que o Brasil disputasse 0,90 jogos de "deep run" (fase avançada), enquanto a expectativa para o México era de 0,26 jogos de "deep run", de acordo com as probabilidades da Bet365 na época, listaram os analistas.
"A eliminação precoce do Brasil é, portanto, a surpresa negativa mais relevante, dado o tamanho do mercado de cerveja brasileiro e a maior expectativa de avanço", pontuaram.
Segundo as estimativas do banco, isso se traduz em um diferencial de crescimento de vendas no ano fiscal (FY) de -60 bps versus o resultado original projetado de regressão para o Brasil de +70 bps no FY (com base nas probabilidade de junho), e um diferencial de -20 bps para o México versus o resultado original previsto em regressão de +30 bps.
Agora, os analistas vão acompanhar o desempenho da seleção dos EUA para avaliar o impacto para a AB Inbev, pois o país representou cerca de 20% da receita da ABI em 2025.
"O jogo desta noite contra a Bélgica é agora um foco central para a ABI, após as eliminações de Brasil e México", escreveram.