Parlamentares de esquerda usaram as redes sociais para explorar o vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sobre o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na quarta-feira, 24. No vídeo, Michelle diz ter sofrido "humilhação" de Flávio; em resposta, ele negou ter feito ofensas de forma intencional e pediu desculpas. Parlamentares destacaram "machismo" do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a divisão dentro da família.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) escreveu que Michelle expôs que "Flávio Bolsonaro a atacou, maltratou, humilhou e excluiu como presidenta do PL Mulher". Erika prossegue: "Mas vale lembrar: o PL Mulher é uma das principais organizações que luta contra os direitos das mulheres e meninas e para excluir mulheres trans, dizendo que somos uma ameaça às mulheres cis".
A deputada acrescentou: "Pelo jeito, Michelle Bolsonaro está vendo que a verdadeira ameaça às mulheres segue sendo quem vota contra os direitos e a vida das mulheres e meninas. Segue sendo seu próprio partido".
O deputado federal e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira (PT-SP) escreveu "Guerra entre os Bolsonaro" e afirmou que "Michelle Bolsonaro expôs um retrato cada vez mais evidente dentro do bolsonarismo: um grupo político marcado por disputa de poder, machismo e desrespeito interno".
O petista acrescentou: "Segundo o próprio relato dela, Flávio Bolsonaro a tratou com arrogância, desmereceu seu trabalho político e tentou colocá-la para escanteio dentro do partido. A pergunta é simples: se tratam assim até quem está dentro da própria família, como pretendem falar em união, respeito e valores?".
Veja outros parlamentares que comentaram o vídeo de Michelle nas redes sociais:
Deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR): "Michelle diz que Flávio a humilhou: Me maltratou e disse que eu deveria ficar fora das decisões. Vamos mostrar este vídeo a todas mulheres em todo Brasil. No Congresso e no RJ todos já sabem que Flávio Bolsonaro não respeita mulheres, mas Brasil afora tem muita gente que ainda não sabe";
Deputado federal Rogério Correia (PT-MG): "Tariflávio fazendo vídeo de IA sobre Neymar e tomando um Dark Horse da madrasta. A extrema direita tratar as mulheres com machismo e dizer que não entendem nada de política é o mesmo de sempre. Nem a Micheque aguenta mais";
Deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ): "Michelle Bolsonaro expõe Flávio Bolsonaro em um vídeo de 27 minutos mostrando os bastidores de um grupo marcado por vaidade, machismo estrutural e puxadas de tapete. Ao relatar que o próprio enteado a menosprezou e tentou isolá-la politicamente, fica evidente que o ego ali fala mais alto que qualquer aliança. Se falta respeito e união até entre os próprios familiares, o discurso de defesa da família e dos valores cai por terra";
Deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ): "Ninguém está falando da ameaça que a Michelle Bolsonaro fez? No final do vídeo ela diz que falou "QUASE tudo o que precisava ser dito" e colocou o QUASE assim, em caixa alta na legenda. Mais explícito impossível. Logo depois Flávio Bolsonaro vai às redes e pede desculpas a ela. O medo da delação tá grande";
Deputado federal Pedro Campos (PSB-PE): "Se Flávio Bolsonaro fosse Endrick, Michelle seria Ancelotti", escreveu. O parlamentar adicionou "emojis" de risos e de incêndio;
Vereador Pedro Rousseff (PT-MG): "BOMBA! Michelle revela que foi HUMILHADA por Flávio Bolsonaro após questionar decisões do PL. O CLÃ ESTÁ SE DESMONTANDO AO VIVO!".