Campeão mundial com a Alemanha em 2014 e responsável por levantar o troféu no Maracanã (1 a 0 sobre a Argentina), o ex-lateral Phillip Lahm não se conforma em ver sua seleção amargando insucessos na Copa do Mundo e também nas competições europeias. Mesmo assim, descarta ver o país "copiar" a bicampeã Espanha para tentar recuperar o prestígio e findar a crise.
Desde a conquista em solo brasileiro, com gol decisivo na prorrogação diante da Argentina, justamente o que ocorreu nesse domingo com o título espanhol diante dos hermanos, que a Alemanha não tem motivos para celebrar - erguer apenas a Copa das Confederações de 2017. Foram duas quedas na primeira fase em Copas e agora eliminação na fase de 16 avos diante do Paraguai nas penalidades.
Para Lahm, capitão alemão na Copa do Mundo de 2014, é necessário que a tetracampeã mundial resgate sua identidade. "Precisamos redescobrir a identidade da seleção alemã. Não precisamos copiar a Espanha e seu estilo de jogo baseado na posse de bola, pois temos nossas próprias forças", disse o ex-jogador, de 42 anos, à revista Kicker, da Alemanha.
Lahm listou o que a Alemanha deve apresentar para voltar a atuar em alto estilo, dar a volta por cima e retomar a rotina de celebrar títulos. "Organização defensiva, futebol físico, resiliente, e depois o ataque, é isso que sempre nos definiu como seleção nacional. Devemos voltar a isso, com papéis claramente definidos e uma formação clara para que a repetição e a consistência possam se desenvolver tanto nos treinos quanto nas partidas."
Também cobrou mudanças diretivas, de jogadores e até em comissões técnicas por melhorias rápidas e precisas. "E, em algum momento, mudanças de pessoal têm de ser feitas se alguém consistentemente falhar no desempenho. Se nos tornarmos mais decisivos e consistentes nessas áreas novamente, encontraremos o caminho para sair dessa crise, mesmo que ela já dure há muito tempo."