O deputado Jens Spahn, líder da União Democrata Cristã (CDU, na sigla em alemão) no Parlamento da Alemanha, renunciou ao cargo após revelações de que ele e seu marido tiveram um filho por barriga de aluguel nos Estados Unidos.
A prática é ilegal na Alemanha e é alvo de críticas da própria CDU, partido de orientação conservadora do atual chanceler, Friedrich Merz. A renúncia de Spahn foi anunciada neste sábado, 18, após críticas tanto de correligionários quanto de opositores.
Segundo o jornal alemão Deutsche Welle, Spahn foi ministro da Saúde do governo de Angela Merkel entre 2018 e 2021 e atuou para reforçar a proibição da barriga de aluguel. Em 2015, lembrou a mídia local, Spahn teria dito em uma entrevista que, "como um homem gay e cristão", achava "pessoalmente muito difícil" se acostumar com a ideia de um "útero alugado".
O deputado Alexander Hoffmann foi escolhido pela CDU para assumir como líder interino da bancada governista até que um novo seja eleito.